Frankfurt, 15 (AE-AP) - O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira (15) manter as taxas de juro da União Européia (UE) inalteradas, em 2,5%. O presidente da instituição, Win Duisenberg, afirmou que o BCE vai estudar, nos próximos meses, se modifica ou não as taxas de financiamento de curto prazo.
Atualmente, os juros cobrados das instituições bancárias são fixos. Uma alternativa é oferecer taxas variáveis, o que foi interpretado pelo mercado financeiro como uma possibilidade de elevação gradual dos juros da UE.
A manutenção das taxas - a princípio - e os comentários otimistas de Duinsenberg em relação à moeda única ajudaram a manter a cotação do euro acima de US$ 1,02.
Segundo ele, o euro está apoiado na estabilidade interna de preços e tem um potencial externo maior que do que a cotação atual indica. No mercado de câmbio londrino, o euro encerrou o dia cotado a US$ 1,0223 em relação ao US$ 1,0219 da quarta-feira.
Não elevando os juros, o BCE também sinalizou que a atividade econômica dos países membros da UE ainda está aquém do nível desejado. Relatório divulgado hoje indicou que a produção industrial italiana caiu 0,3% em maio, enquanto analistas esperavam aumento de 0,9%.
A recuperação econômica na Alemanha também está mais lenta do que o previsto. As vendas no varejo caíram 2,8% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado. A produção industrial recuou 0,2%. Juros mais baixos podem contribuir para a retomada das atividades, impulsionar o consumo e, com ele, a inflação. Se o efeito esperado vier, analistas acreditam que a alta dos juros europeus deverá ocorrer apenas no primeiro trimestre do ano que vem. De acordo com estudos do escritório de estatísticas da UE, o Eurostat, os preços ao consumidor subiram apenas 1% no último ano, até maio. O objetivo do ECB é manter a inflação abaixo de 2%.
Duinsenberg fez questão de afirmar que a estabilidade de preços não está em perigo agora. "Se o crescimento da demanda por crédito for mantida teremos que rever nossas decisões, o que não é o caso no momento", disse.
O BCE informou que os euros que entrarão em circulação a partir de janeiro de 2002 já estão sendo impressos na Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda e Espanha. De acordo com informações da instituição, antes de 2000 já estarão prontas 13 bilhões de notas.

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