São Paulo - O impasse nas negociações entre bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) deve provocar paralisação das agências bancárias na próxima quarta-feira, dia 28. Os bancários não gostaram da proposta da Fenaban, de 4% de reajuste salarial (contra 11,77% reivindicados) e marcaram greve de 24 horas. O diretor de relações trabalhistas da Fenaban, Magnus Apostólico, disse que estranhou a notícia sobre a greve. ''O processo negocial está em andamento, a bola está com eles'', afirmou.
Os bancários reagem e dizem que continuam abertos à negociação, mas a proposta dos bancos ''está muito aquém do reivindicado''. Os bancários também querem participação nos lucros e resultados de um salário integral mais um adicional fixo de R$ 788 reais. Além disso, reivindicam que 5% do lucro líquido dos bancos seja distribuído entre os funcionários.
A proposta da Fenaban é de reajuste de 4% sobre os salários, pisos e demais verbas salariais, abono de R$ 1 mil e PLR nos mesmos moldes de 2004, ou seja, 80% do salário mais valor fixo de R$ 733. Na avaliação do presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, a proposta da Fenaban não atende às principais reivindicações dos bancários. ''A bola está com os bancos'', diz um representante dos bancários.
BB- Os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal também rejeitaram a proposta da Fenaban e decidiram fazer a paralisação de 24 horas. Caso não seja apresentada uma nova proposta, eles afirmam que vão entrar em greve a partir do dia 6 de outubro.
Em outubro do ano passado, o fim da greve dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa foi decidida no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou a paralisação abusiva e determinou o reajuste salarial proposto pela Fenaban, ou seja, 8,5%. Para os dois casos, haverá abono de R$ 1.000 e outros R$ 30 por mês para os trabalhadores cuja renda seja de até R$ 1.500.

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