São Paulo, 17 (AE) - A Confederação Nacional dos Bancários (CNB), ligada à Central Única dos Trabalhadores, definiu hoje, em São Paulo, a pauta da campanha salarial da categoria, que pede reajuste de 9,47% - reposição de perdas contabilizadas desde o início do Plano Real, pela variação do ICV-Dieese. A pauta inclui um aumento de 1%, a título de produtividade, e a proposta de reajuste automático (gatilho) toda vez que a inflação atingir 3%.As reivindicações serão entregues no dia 3 de agosto à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
As decisões foram tomadas durante a 1ª Conferência Nacional dos Trabalhadores no Sistema Financeiro, que reuniu cerca de 300 delegados representando 104 sindicatos com uma base de 420 mil bancários. Além do reajuste salarial, estão entre os chamados eixos da campanha participação nos lucros (25% do lucro bruto) , auxílio educação e a defesa dos bancos públicos.
Pisos - De acordo com a assessoria do encontro foram definidos os pisos salariais que os bancários reivindicam, variando de R$ 721,19 para portaria (contínuos e serventes) a R$ 961,60 para escritório e R$ 1.442,40 para caixa, operadores de telemarketing e empregados de tesouraria; para os comissionados, a reivindicação é de um adicional de 70% sobre o piso de escritório.
A mobilização em defesa dos bancos públicos incluirá congressos simultâneos de funcionários do Banco do Brasil, Banespa e CEF na próxima semana e um ato unificado dia 23, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

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