Curitiba- Bancários de todo o País fecharam ontem, durante o Seminário Nacional de Segurança Bancária, em Curitiba, uma pauta de reivindicações da categoria que será levada ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal (PF). Entre as preocupações levantadas está a centralização de dados para que se tenha uma estatística precisa dos assaltos a bancos ocorridos em todas as regiões brasileiras. Outras reivindicações são: atualização da legislação federal com exigência da porta giratória de segurança contra armas e blindagem das portas de entrada e saída, circuito interno de filmagens para identificação dos assaltantes e atualização dos vigilantes para evitar que pessoas armadas entrem nas agências por serem conhecidas na região.
''Uma vez eu presenciei um fato que me chamou a atenção. Um dono de casa lotérica estava com um casacão dentro da agência. Era um dia de calor. Perguntei para ele o motivo dele estar com aquele sobretudo e ele me disse que precisava andar armado porque estava sendo ameaçado. O vigilante nem havia verificado a presença de armas. Deixou ele passar por ser conhecido'', relatou a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Marisa Stédile.
Os bancários querem ainda impedir que os funcionários fiquem responsáveis pelas chaves do cofre das agências. ''Esta é uma responsabilidade das empresas de valores'', disse. Outra reivindicação é segurança nas casas lotéricas e agências dos Correios, que são correspondentes bancários da Caixa Econômica Federal. ''Os cheques e os pagamentos, inclusive depósitos são feitos nesses locais. A segurança é fundamental'', afirmou Marisa. Ela lembra o caso recente de um latrocínio (assalto seguido de assassinato) contra um agente lotérico em Curitiba, no final do ano passado.

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