Brasília, 3 (AE) - O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal não chegaram a um acordo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre as reivindicações de seus funcionários. Depois de dois meses de negociações, com diversas audiências de conciliação, o presidente do TST, ministro Wagner Pimenta, deu por encerrada a fase de tentativa de acordo, uma vez que as partes não aceitaram, nem mesmo, a proposta intermediária feita por ele para resolver o impasse. Agora, a questão vai para julgamento na Sessão de Dissídios Coletivos do TST.
De acordo com a assessoria de imprensa do TST, a data para o julgamento ainda não está marcada. Para estudar e relatar os processos foram sorteados os ministros Armando de Brito, para o processo do BB e Valdir Righetto, para o da Caixa.
A proposta intermediária rejeitada era de um abono salarial de R$ 1.600,00 para as carreiras administrativa e técnico científica do BB e de R$ 800,00 para a carreira de serviços auxiliares. Para a Caixa o ministro propôs abono de R$ 1.500,00 e pagamento de 50% às primeiras duas horas extras e 100% para as demais.
A proposta dos dois bancos oficiais federais era de reajuste zero e abono salarial de R$ 1.300,00, no caso do BB e de R$ 1.000,00 no caso da Caixa.
Os bancários reivindicam reajuste salarial de 5,65% este ano e reposição salarial de 35% para os funcionários do BB e 39% para a Caixa, referente a inflação desde julho de 1994, além da manutenção de várias cláusulas sociais.

mockup