Curitiba - Os bancários de Curitiba prometem fechar cinco agências centrais do Unibanco, durante todo o dia de hoje. O motivo é a sensação de insegurança por causa do grande volume de dinheiro retido nos bancos devido à greve dos funcionários do setor de transporte de valores. A paralisação por reajuste salarial entra, hoje, no seu sexto dia.
A escolha pelo Unibanco, segundo o Sindicato dos Bancários, é porque esse é o único banco que não tem portas giratórias com detector de metal, o que para os sindicalistas, facilita a ação de assaltantes.
A intenção é pressionar os bancos para que eles achem uma solução para a retirada do dinheiro das agências enquanto persistir a greve, alertou o secretário de Políticas Sindicais e Sociais do Sindicato dos Bancários, Júnior César Dias. Segundo ele, o sindicato também recebeu denúncias, que serão checadas, de que funcionários dos bancos estariam sendo obrigados a transportar valores.
O Unibanco informou, em nota oficial, que dispõe de rigoroso sistema de segurança, que é vistoriado pela Polícia Federal, periodicamente, além de contar com corpo de vigilantes ''altamente qualificado e atuante''. Informou, também, que, em função da greve dos funcionários de transporte de valores, ''reforçou a segurança das agências, aumentando o número de vigilantes e de rondas ostensivas em regime diuturno.''
A greve dos vigilantes já está causando transtornos à população. Em algumas agências de auto-atendimento não há mais dinheiro disponível nos caixas. Na agência do Banco do Brasil, no bairro Portão, em Curitiba, por exemplo, apenas um terminal estava disponível para saque, ontem, o que gerou uma extensa fila e tempo de espera de 15 a 20 minutos.
A assessoria do Banco do Brasil informou que em sete agências da Capital é possível fazer saques no auto-atendimento. São elas: Cândido Leão, Dr. Muricy, Água Verde, Hauer, Wal Mart, Batel e Marechal Deodoro. Nas demais, os clientes terão que ir até os caixas.
O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba, João Soares, disse que não há previsão para acabar a greve, pois, segundo ele, os empresários não apresentaram nenhuma nova proposta. Eles pedem a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e aumento real de 4%, além da correção de outros benefícios.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Valores do Paraná (Sindivalores), Gerson Pires, não atendeu a reportagem da Folha.

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