Curitiba, 16 (AE) - O bancário Maurício Meyer, de 30 anos, foi preso ontem à noite em casa de parentes em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e confessou ter matado a mulher Josiane Chustak Meyer, de 30 anos, e queimado seu corpo em uma churrasqueira. Ele alegou legítima defesa e desespero como explicação para seus atos. O bancário está preso no 11o. Distrito Policial de Curitiba.
Segundo ele, o casamento de dez anos vinha sofrendo desgaste havia três anos. "Em fevereiro deste ano, ela agrediu uma moça e foi o ponto culminante para eu tentar pôr um ponto final na relação, para minha imagem não continuar sendo denegrida por causa das atitudes que ela tomava", disse. A família de Josiane diz o contrário, afirmando que quem pretendia a separação era ela, devido a violências dele. Ainda segundo seus familiares, ela agrediu a moça que "se fazia de amiga, mas era amante dele".
O bancário disse que, segunda-feira, estando de férias no serviço, levou os filhos - de 9 e 6 anos - para a escola e voltou para casa, indo arrumar brinquedos no quarto do filho. Quando estava de costas, a mulher teria chegado com uma faca na mão e reiniciado uma antiga discussão sobre a venda da casa. "Ela tentou me golpear e, numa atitude de desarmá-la, acabei acertando-a com um martelo", disse.
Segundo ele, o martelo estava no quarto porque ele tinha terminado de consertar o estrado da cama. "Não foi premeditado", afirmou. Mesmo atingida, a mulher ainda teria ido para cima dele, quando o martelo teria escapado de suas mãos e acertado novamente na cabeça dela. "Não sou criminoso, não sou psicopata, porque o que aconteceu foi uma fatalidade, foi na tentativa de desarmá-la."
Ele disse que decidiu colocar o corpo na churrasqueira para esconder das crianças. "Estava se aproximando a hora de pegá-las na escola, elas iam chegar e ver a mãe morta e iam querer saber quem fez aquilo, eu tinha que tirar ela dali de qualquer forma", afirmou. Depois de cobrir o corpo com um pneu velho e pedaços de madeira, disse ter entrado em pânico e, ao ver álcool, decidiu colocar fogo. "Não sei dizer o porquê", afirmou. "A única explicação é não deixar que as crianças vissem a mãe assim, pois não ia ter uma explicação plausível."

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