São Paulo, 20 (AE) - Os vereadores da bancada governista ainda evitam comentar a eventual quebra de decoro parlamentar da vereadora Maeli Vergniano (sem partido). A principal justificativa é de que a vereadora ainda não se defendeu perante a Casa das denúncias feitas pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Eles admitem, porém, que pode ter havido quebra de decoro parlamentar e não descartam a possibilidade de ser iniciado um processo de cassação contra a vereadora.
A reportagem, publicada no domingo, denuncia, entre outros privilégios, uso de carro da empresa Vega Engenharia Ambiental para levar seus filhos à escola. Para os vereadores de oposição, os fatos revelam quebra de decoro parlamentar, o que pode dar início à cassação da vereadora. "É uma situação desagradável, mas, caso sejam comprovadas as denúncias, deverá ser aberta uma sindicância para apurar os fatos", disse Mohamad Mourad (PL). "Porém, os fatos podem caracterizar falta de decoro", disse. A falta de decoro foi um dos motivos que levaram à abertura do processo de cassação do vereador Vicente Viscome (sem partido), em relatório sobre a corrupção na Administração Regional da Penha. "Se houver fatos concretos, isso deverá ser decidido no plenário", disse Jooji Hato (PMDB), que não acredita nas denúncias contra a vereadora. "Mas se houver fatos concretos isso terá de ser analisado", disse o pemedebista.
"É cedo para dizer alguma coisa", disse Wadih Mutran (PPB). "Caso houvesse consequências em tudo que a imprensa diz, eu já teria sido cassado", completou Mutran, que também afirmou que irá ouvir a vereadora antes de tomar alguma posição. Opinião semelhante é de outro governista, Miguel Colassuonno (PPB). "Ela vai ter de se explicar sobre decisões que tenha tomado em seu gabinete", disse o parlamentar. Segundo ele, a vereadora terá de assumir eventuais procedimentos irregulares. "Isso pode lhe custar muito caro do ponto de vista eleitoral", disse o pepebista. Para ele, as denúncias não devem prejudicar a já combalida base de apoio do prefeito Celso Pitta (ex-PPB), na Câmara Municipal. "Trata-se de um fato isolado", afirmou.

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