Balística pode não indicar arma do crime, diz delegado Balística pode não indicar arma do crime, diz delegado
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terça-feira, 24 de setembro de 2019
Marcio Dolzan - Agência Estado 
Rio - O delegado titular da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), Daniel Rosa, disse nesta segunda-feira (23) que não há garantia de que o fragmento de bala encontrado no corpo da menina Ágatha Felix, 8, aponte para a arma de onde partiu o tiro que vitimou a criança na noite da última sexta-feira (20). Nesta segunda-feira, oito armas de oito policiais militares que faziam patrulhamento no momento do disparo foram recolhidas para perícia.

O delegado afirmou não ser possível dizer no momento o calibre da bala que atingiu Ágatha. "Esse dado não temos ainda. Todo fragmento ou projétil, quando retirado do local do crime ou do cadáver de uma pessoa, ele passa por uma perícia para saber se aquele projétil seria de pistola, de fuzil, se seria um anteparo ou algum outro objeto que teria entrado no corpo da vítima", declarou Rosa. "Com o que a gente tem (fragmento), não sabemos se vamos conseguir efetivamente definir qual calibre de arma partiu."
Nesta segunda, oito PMs que atuaram na noite de sexta foram ouvidos pelos investigadores - eles chegaram em momentos distintos à delegacia e procuraram despistar a imprensa. Todos eles tiveram suas armas recolhidas, entre fuzis e pistolas. "Nem todas as armas atiraram", afirmou o delegado.
Segundo Rosa, todos os policiais foram ouvidos na condição de testemunhas. O teor das declarações não foi revelado. "Neste momento a gente optou por manter em sigilo esses depoimentos, a fim de ser garantida uma melhor eficácia da investigação", disse.
PROTESTO
Parentes de Ágatha Félix se juntaram a integrantes de movimentos sociais na noite desta segunda-feira em uma manifestação nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no centro, em reação à morte da garota.
Os manifestantes cobravam justiça e gritavam palavras de ordem contra a política de segurança do governador Wilson Witzel (PSC). No protesto, Daniele Félix, 24, tia da vítima, classificou de lamentável o posicionamento do governador, que se negou a rever sua estratégia de confrontos. "A gente não queria se pronunciar. Mas estamos nos manifestando para evitar que isso caia no esquecimento. Não pode ficar como mais uma vítima de bala perdida", afirmou Daniele.
O tio Danilo Félix, 30, também afirmou que a família espera justiça. "Não foi tiroteio como o governo está falando. Foi só o disparo do policial. Espero que haja punição ", afirmou o motoboy.(Com Folhapress)


