Brasília - Entre 24 de dezembro e domingo passado, morreram 205 pessoas em acidentes nas estradas federais. Um número menor do que os 220 casos registrados neste período de festas, no ano anterior. O número de acidentes, no entanto, aumentou. Passou de 3.645 para 3.855. O de feridos também cresceu, de 2.414 para 2.495.
Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária do País, foi o Estado onde ocorreram mais acidentes: 741. Santa Catarina registrou 486 acidentes e São Paulo, 380. Em consequência dos acidentes morreram 37 pessoas em rodovias que cortam Minas, 15 em Santa Catarina e 13 em São Paulo. A violência nas estradas matou 19 pessoas na Bahia, apesar do registro de apenas 164 acidentes.
O assessor de comunicação social da Polícia Rodoviária Federal, inspetor Ricardo Torres, disse que as mortes nas rodovias, durante as festas de fim de ano, foram uma ''catástrofe''. Ele as compara à tragédia da queda de um Boeing 737 lotado, sem sobreviventes. Para evitar acidentes mais graves, a Polícia Rodoviária não concedeu autorização especial de tráfego para caminhões longos ou com cargas em excesso, durante o período do Natal e ano-novo.
Torres observa que as mortes nas rodovias indicam que o motorista sai para as estradas sem qualquer treinamento e com os vícios do trânsito urbano. Entre eles, o de andar encostado no veículo da frente. O inspetor explica ainda que a rodovia exige menos trocas de marchas. Com isso, o trânsito acaba ficando monótono, mais cansativo e a tendência é o motorista ''relaxar com a sua segurança'' depois da primeira hora de viagem. O que é sempre um perigo.

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