Londrina - Pouco mais de um mês depois do início dos trabalhos da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) em Londrina, 23 estabelecimentos comerciais foram vistoriados e nove fechados por irregularidades. As ações de fiscalização foram intensificadas após a tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria, que matou 241 pessoas em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, no dia 27 de janeiro.
De acordo com a Polícia Militar (PM), foram realizados quatro dias de fiscalizações na cidade – 1º, 2 e 7 de fevereiro e 2 de março. Além dos locais interditados, houve 31 autuações administrativas expedidas pela prefeitura e 35 pelo Corpo de Bombeiros.
A promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, informou que a Aifu fiscalizou os locais que foram denunciados pela prática de alguma irregularidade como som alto, venda de bebida alcoólica para menores ou uso de drogas. "Os lugares fechados foram os que realmente comprometiam a segurança dos consumidores. O nosso objetivo é garantir que o estabelecimento esteja dentro das regras estabelecidas pelo Estado", colocou a promotora.
A Polícia Militar (PM) avaliou como positiva as operações realizadas em Londrina. De acordo com o relações-públicas da PM, capitão Nelson Villa, a expectativa é que o flagrante de irregularidades leve outros empresários a se adequarem. "O que buscamos é que fiscalizações como essas aumentam a segurança em todos os lugares", apontou Villa.
Apesar do maior rigor nas fiscalizações, a promotora afirmou que grande parte dos empresários continua na ilegalidade. "A maioria sabe que precisa se adequar, mas não faz nada, continua com uma atitude afrontosa e irregular", criticou.
A promotora informou que muitos proprietários procuram burlar a fiscalização. "Em muitas operações durante o dia, com horário marcado, como foi sugerido pelos empresários, eles enganavam a fiscalização fazendo ajustes pontuais só para apresentar no momento da fiscalização."
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) de Londrina, Arnaldo Falanca, entende que as fiscalizações deveriam ser mais efetivas, porém, reconhece que falta pessoal nos órgãos responsáveis. "É preciso que todas as esferas da Aifu falem a mesma língua. Muitas normatizações exigidas no ano passado já não valiam mais agora. O empresário acaba ficando meio perdido no que fazer", apontou. "Mas o que nós queremos é que todos estejam formalizados e dentro da lei. Quem estiver irregular não deve funcionar mesmo."
Logo após a primeira ação da Aifu, no mês passado, Falanca havia afirmado que das 38 casas noturnas de Londrina, pelo menos 16 não tinham condições de funcionar.
Solange Vicentin classificou as críticas à Aifu por parte de entidades de classe como "descabidas". "Eles criticam sem saber o objetivo real da Aifu. A questão da segurança foi toda abordada pela Polícia Militar. Só seguimos essas recomendações", alegou.
O balanço dos trabalhos da Aifu aponta ainda que 4.175 pessoas e 297 veículos foram abordados durante as fiscalizações. Três pessoas foram presas e um carro recuperado. De acordo com os órgãos que comandam a Aifu, as fiscalizações vão continuar. Dos nove estabelecimentos fechados na cidade, pelo menos quatro já voltaram a funcionar.

Imagem ilustrativa da imagem Balanço aponta que nove estabelecimentos foram fechados
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