Balanças de pesagem foram instaladas, mas não operam
Curitiba - As balanças que irão controlar o tráfego de caminhões pesados na ponte sobre a Represa Capivari/Cachoeira já estão instaladas nos postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas não deverão entrar em operação. Pelo menos, por enquanto. As balanças foram instaladas para evitar que caminhões com mais de 45 toneladas trafeguem sobre a ponte. Mas ainda elas não foram aferidas e certificadas pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).
Ontem, a PRF enviou um ofício ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) para que seja feita a sinalização adequada para caminhões com a velocidade máxima permitida na balança e os limites de medições. O DNIT terá ainda que construir um retorno para que os caminhões pesados possam desviar por Ponta Grossa ou voltar para Curitiba. ''Da forma precária como foi instalado o equipamento, não existe como operar. E o pior. O que faremos com os caminhões que não poderão transitar pela rodovia? Estou exigindo um retorno para facilitar o nosso trabalho e evitar desastres ainda maiores'', declarou Adriano Furtado, chefe da delegacia 71 da PRF, que responde pela BR-116.
Furtado considera a balança instalada como seletiva. Ou seja, ela foi projetada para amostragens e não para fazer a pesagem efetiva dos caminhões. A estrutura da balança também é deficiente e vai fazer com que os caminhões circulem com velocidade de 12 quilômetros por hora. Com estrutura adequada, os caminhões podem trafegar com 40 quilômetros por hora. ''Se vier a funcionar, estamos prevendo filas gigantescas aqui no posto da PRF'', considerou o inspetor. Passam pela rodovia diariamente cerca de 5,2 mil caminhões (ao todo são 15,8 mil veículos). Aos domingos, circulam até 5,6 mil caminhões.
Os caminhões ainda poderão ter o peso maquiado com a balança construída, segundo Furtado. A extensão dela é de cinco metros, o que significa que o caminhão não irá ficar inteiro em cima da balança. O caminhão poderá ficar inclinado, reduzindo o peso. ''O equipamento tinha que ter sido construído com uma base de 30 metros antes e 20 depois para evitar a maquiagem da pesagem. Essa balança não será aferida pelo Inmetro e não poderemos ter papel de polícia, para notificar excesso de peso. Com R$ 20 mil a mais, o DNIT teria resolvido esse problema'', pontuou.
O diretor do DNIT no Paraná, Rosalvo Gizzi, informou ontem que não tinha conhecimento que as balanças não estavam ainda em funcionamento. De acordo com ele, elas foram instaladas adequadamente nas pistas. O critério adotado foi o da urgência. A sinalização da rodovia já estaria sendo feita na BR-116, próximo ao posto da PRF e ficaria pronta ainda esta semana.(L.P.)





