Brasília, 20 (AE) - A balança comercial brasileira teve o pior resultado semanal do ano. Depois de quatro semanas com superávit, o saldo na terceira semana de março apresentou déficit de US$ 72 milhões. O último resultado negativo havia sido na terceira semana de fevereiro, com US$ 34 milhões.
O superávit comercial, em março, caiu de US$ 83 milhões, na primeira semana, para US$ 28 milhões, na segunda semana, e chegou aos US$ 72 milhões negativos anunciados hoje. Faltam oito dias úteis para fechar o mês, mas tudo indica que o desempenho será diferente de fevereiro, quando o superávit foi de US$ 78 milhões.
O resultado comprometeu o saldo acumulado do ano. Na segunda semana de março, quando o superávit foi de US$ 28 milhões, o acumulado foi de US$ 95 milhões. Com o déficit divulgado hoje, o saldo do ano permanece positivo, porém, mais modesto: US$ 23 milhões. O saldo acumulado em março caiu de US$ 111 milhões para US$ 39 milhões.
As exportações, na terceira semana de março, somaram US$ 1,069 bilhão ante US$ 1,141 bilhão de importações. A média por dia útil nas exportações subiu de US$ 178 milhões para US$ 213 milhões. Já as importações aumentaram de US$ 168 milhões para US$ 228 milhões.
Os manufaturados continuam impulsionando as exportações, com um aumento de 37,6% na média diária em relação ao mesmo período do ano passado. Na terceira semana de março, as vendas de produtos industrializados ao exterior totalizaram US$ 127,9 milhões, enquanto as de semimanufaturados somaram US$ 39,1 milhões e a de produtos básicos, US$ 43,3 milhões.
A alta das importações deve-se à elevação de 6,2% nas compras de equipamentos mecânicos e de 35% nos gastos com combustíveis, em comparação com o mesmo período do ano passado. Na avaliação dos técnicos do Ministério do Desenvolvimento, o aumento no volume de importações, comparado ao da semana anterior, deve-se ao menor dinamismo da economia na semana imediatamente após o carnaval.
As importações de produtos básicos também cresceram, o que indica intensificação da substituição das importações. Em vez de manufaturados, foram compradas matérias-primas para produzir bens de consumo.

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