Balança comercial fecha setembro com déficit de US$ 67 milhões
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quinta-feira, 30 de setembro de 1999
Por Nelson Breve 
Brasília, 01 (AE) - Uma recuperação de 2,6% nas exportações segurou o déficit da balança comercial brasileira em US$ 67 milhões no mês de setembro. As exportações somaram US$ 4 187 bilhões e as importações US$ 4,254 bilhões. O resultado foi melhor do que o de agosto, quando o saldo negativo das transações do comércio exterior alcançou US$ 181 milhões.
O déficit acumulado neste ano - de janeiro a setembro - subiu para US$ 773 milhões. No mesmo período do ano passado, o déficit acumulado era de US$ 3,635 bilhões - quase quatro vezes maior. Apenas no mês de setembro de 98 a balança comercial registrou um saldo negativo de US$ 1,187 bilhão.
A média diária das exportações aumentou 2,6% de agosto para setembro, enquanto as importações se mantiveram no mesmo patamar do mês anterior, de acordo com as informações divulgadas hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em agosto, a média diária das exportações foi de US$ 194,4 milhões. Em setembro, de US$ 199,4 milhões. As importações tiveram média diária de US$ 202,6 milhões nos dois meses.
A melhora significativa do resultado comercial em relação ao déficit de setembro de 1998 se deve à queda mais acentuada nas importações (25,7%) do que nas exportações (7,7%). O aumento das exportações em setembro, em relação a agosto, é atribuído pelo Ministério do Desenvolvimento ao aumento das vendas de produtos industrializados. A venda ao exterior dos semimanufaturados teve um aumento de 10,6% na média diária. A dos manufaturados, de 2,1%.
No caso dos semimanufaturados, teve destaque o crescimento das exportações de celulose (11%), principalmente para os Estados Unidos, Reino Unido, Indonésia e Coréia do Sul; de açúcar em bruto (44,8%), principalmente para a Rússia e a Malásia; e de ferro e aço (23,2%) para Estados Unidos e Coréia do Sul. No caso das exportações de produtos manufaturados, houve crescimento de 8,2% nas vendas de aviões (Estados Unidos), de 10% nas de automóveis (México, França e Chile), de 5,9% nas de suco de laranja (Estados Unidos e Austrália), de 25,2% nas de aparelhos transmissores e receptores (Estados Unidos e Argentina) e de 60,4% na de laminados planos de ferro e aço (Estados Unidos e Argentina).
O Ministério informou ainda que houve "relativa recuperação das vendas dos produtos básicos, que decresceram somente 0,2% em relação a agosto".
Importações - Em relação às importações, a balança comercial de setembro apresentou um crescimento de 4,7% nas compras de bens de capital, na comparação com agosto. Na avaliação do Ministério, esse crescimento "denota a continuidade dos investimentos diretos na modernização da atividade produtiva".
As importações de combustíveis e lubrificantes também cresceram. O aumento de 13,5% nas compras de setembro em relação a agosto ocorreu, segundo o Ministério do Desenvolvimento, em função "tanto de maiores quantidades importadas, quanto do aumento dos preços do petróleo e seus derivados no mercado internacional". As importações de bens de consumo tiveram queda de 4,8%, e as de matérias-primas e produtos intermediários, queda de 3%.
Mercados - As exportações brasileiras para os Estados Unidos e para a ásia tiveram um crescimento de 11,5% em setembro
na comparação com agosto. Entre os países asiáticos, destaque para Japão (crescimento de 20%), Indonésia (130%), Tailândia (85%), Coréia do Sul (8%) e Hong Kong (7%). Para o mercado da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Aladi), houve desempenho positivo, no mês de setembro, das vendas para México, Equador, Colômbia, Paraguai e Uruguai, que fizeram com que as vendas brasileiras para o bloco apresentassem recuperação de 1 3% após queda de quase 30% registrada no período de janeiro a agosto de 1999 em comparação com o mesmo período de 1998.


