Brasília, 01 (AE) - O saldo da balança comercial no mês de fevereiro foi positivo em US$ 78 milhões. O superávit ficou US$ 24 milhões acima do que foi registrado dois dias antes do fim do mês, quando o acumulado das quatro primeiras semanas de fevereiro alcançou US$ 54 milhões. As exportações somaram US$ 4 123 bilhões e as importações, US$ 4,045 bilhões. No acumulado do ano, porém, o saldo da balança comercial brasileira ainda é negativo em US$ 16 milhões.
Apesar da diferença entre o saldo acumulado até agora e a meta do governo de atingir um superávit de US$ 5 bilhões até o fim do ano, o governo está confiando no aumento das exportações de manufaturados e no crescimento econômico dos mercados consumidores de produtos brasileiros, como Japão, União Européia e América Latina. Além de contar com a manutenção do crescimento da economia americana, principal comprador do Brasil, para atingir a meta ao longo do ano.
De acordo com o secretário interino de Comércio Exterior
Ivan Ramalho, para chegar a essa cifra o governo espera um aumento mínimo de 10% nas exportações deste ano, com relação às do ano passado, que ficaram em torno de US$ 48 bilhões.
O aumento das vendas para o exterior, segundo Ramalho, está concentrado principalmente nos produtos industrializados, enquanto houve queda nas exportações dos produtos básicos, tradicionalmente o principal item da pauta de exportações brasileira. As vendas dos industrializados aumentaram de US$ 2 680 bilhões em janeiro para US$ 3,321 bilhões.
As importações também cresceram com relação a janeiro e a fevereiro de 1999, com uma variação de 14% e 9,6% respectivamente. O aumento de gastos com combustíveis por causa da alta do preço do barril do petróleo - cuja cotação no mercado subiu de US$ 10 para US$ 26 - foi o que mais pressionou o crescimento das importações. O aumento dos gastos com o produto, em comparação aos gastos no ano passado, foi de 107,5% , enquanto o volume importado foi maior em apenas 16,1%.
Também houve aumento nas importações de matéria-prima e produtos intermediários, de 18,2%. De acordo com Ramalho, o crescimento nas importações desses ítens deve ser encarado positivamente porque reflete substituição de importações, para aumento da produção para o consumo interno, e o incremento das exportações de produtos de maior valor agregado, que requerem importação de insumos para serem produzidos.