Balança comercial acumula pequeno superávit no ano9/Mar, 19:27 Por Cláudia Dianni Brasília, 09 (AE) - O saldo da balança comercial brasileira na primeira semana do mês de março foi positivo em US$ 83 milhões. Esse é o resultado mais expressivo desde o começo do ano, considerando que a semana teve apenas três dias úteis. No período de 1 a 5 de março, as exportações somaram US$ 691 milhões e as importações US$ 608 milhões. O superávit dos três primeiros dias úteis do mês resultou em uma virada no saldo acumulado do ano, que ficou positivo em US$ 67 milhões. Até a última semana de fevereiro, o saldo acumulado estava negativo em US$ 16 milhões. "É um excelente início para o mês de março e esse resultado deverá confirmar-se e melhorar até o fim do mês", disse o secretário-geral da Câmara de Comércio Exterior (Camex) Roberto Gianetti da Fonseca. Segundo ele, é preciso considerar que o período da safra agrícola, que começa na segunda quinzena do mês, vai incrementar as exportações das commodities. "O que me deixa mais otimista é que dos US$ 230 milhões da média diária de exportações, US$ 148 milhões correspondem a produtos manufaturados, um índice 53% acima do resultado obtido em março de 1999", comparou Gianetti. Ele admitiu, porém, que três dias é uma amostra "muito pequena" e é preciso considerar que a primeira semana do mês foi "atípica" por causa do carnaval. A média diária dos gastos com combustíveis e lubrificantes, principal impulsionador do aumento das importações no mês passado, ficaram 18,9% e 38% abaixo dos gastos feitos com esses produtos em março do ano passado e em fevereiro deste ano, respectivamente. Esses números, porém, referem-se apenas aos três primeiros dias de março. As compras de equipamentos mecânicos, eletroeletrônicos, químicos orgânicos aeronaves e partes, instrumentos de ótica e de precisão foram as que mais contribuíram para o aumento das importações nesse período. Na primeira semana do mês a média diária das exportações foi de US$ 230,3 milhões. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, esse valor foi 38,3% superior à média registrada em março de 1999 e 17,3% maior do que a média do mês passado. A média diária das importações, porém, também subiu nos três primeiros dias de março, ficando em US$ 202,7 milhões, 15,1% e 5,2% acima das médias de março de 1999 e de fevereiro deste ano, respectivamente. No entanto, a comparação com os resultados do ano passado não considera os efeitos causados no comércio exterior por causa da mudança no sistema cambial, que passou de fixo para flutuante em janeiro de 1999. Essa mudança resultou em queda na corrente comercial, principalmente nos primeiros meses do ano, quando muitas operações ficaram travadas, à espera de uma definição no quadro econômico após a desvalorização do real, conforme admitem Gianetti e técnicos da Secretaria de Comércio Exterior. Portanto, esse fator deve ser considerado, na comparação com os resultados comerciais obtidos no início de 99. De acordo com o secretário da Camex, a meta lançada por ele quando assumiu o cargo, há duas semanas, de um superávit de US$ 10 bilhões até 2002 é mais viável do que a expectativa do governo de exportar US$ 100 bilhões até essa data. Para ele, o resultado dos primeiros dias de março demontra a possibilidade de fechar o ano com um saldo positivo de US$ 5 bilhões. "Estamos a caminho de um crescimento entre 17% e 20% nas exportações e entre 4% e 5% nas importações", calculou. "É essa diferença que vai garantir o superávit", disse. Os produtos manufaturados, cujas vendas estão crescendo desde o final do ano passado, continuam sendo os produtos da pauta de exportações que mais estão contribuindo para o aumento das exportações. A média diária de exportações desses produtos foi 52,9% maior do que a média registrada em março de 1999 e 21 2% maior do que os resultados obtidos no mês passados. A média diária de exportações dos produtos básicos cresceu 20,5% e 34,2% com relação a março do ano passado e fevereiro deste ano. Os setores que mais se destacaram foram os de produtos químicos, equipamentos mecânicos, minérios, produtos metalúrgicos, eletroeletrônicos, calçados e couro, carnes e têxteis. As compras de equipamentos mecânicos, eletroeletrônicos, químicos orgânicos, aeronaves e partes, instrumentos de ótica e de precisão foram as que mais contribuiram para o aumento das importações nesse período. A média diária dos gastos com combustíveis e lubrificantes, principal impulsionador do aumento das importações no mês passado, ficaram 18,9% e 38% abaixo dos gastos feitos com esses produtos, na média diária em março do ano passado e na média diária em fevereiro deste ano, respectivamente.

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