Rio, 26 (AE) - Uma bala perdida atingiu o gabinete do subsecretário municipal de Habitação, Jorge Rodrigues, na sede da prefeitura do Rio hoje à tarde. O projétil teria tido origem em um tiroteio entre policiais militares e um ladrão nas ruas do centro do Rio. Foi o quarto confronto desse tipo em locais públicos desde o início da semana e oitavo em um mês. Há três anos as vidraças da Secretaria Municipal de Fazenda foram estilhaçadas por bala perdida.
O subsecretário estava sozinho em seu gabinete quando ouviu o estrondo. "Eu falava ao telefone, mas nem me lembro mais com quem", disse. "Foi só um susto". O barulho foi da bala atingindo o batente da porta e não chegou a quebrar vidros. O projétil foi recolhido pelo superintendente da Guarda Municipal, coronel Paulo César Amêndola, e levado para perícia. "O problema dessa área é que não é habitada", justificou o prefeito Luiz Paulo Conde. "Apesar do policiamento, só vai melhorar quando tiver mais prédios e muitos olhos".
A troca de tiros ocorreu em perseguição ao assaltante Carlos Roberto Rodrigues, de 52 anos. Ele estava sentado na porta do Hospital Central da PM, perto da prefeitura, quando rendeu a digitadora Maria Augusta Heitor de Almeida, de 60 anos. "Eu perguntei se ele estava passando mal, mas o desalmado me bateu e disse que era um assalto", contou.
Depois de roubar R$ 12, US$ 2 e dois cordões de ouro da digitadora, Rodrigues correu rumo à prefeitura. Ele foi perseguido por três PMs e houve o tiroteio. "Foi apavorante: entre o bandido e os policiais havia uma mulher com um bebê no colo e um ônibus chegou a dar ré para fugir dos disparos", contou a jornalita Fátima Albuquerque, que trabalha na prefeitura e viu a cena da janela do seu escritório. Rodrigues foi preso e levado à 6ª Delegacia Policial (Centro). Segundo o delegado Juber Baesso, ele já cumpriu 20 anos de pena por assalto e foi libertado há menos de um mês.

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