O prefeito de Paranaguá, José Baka Filho, disse que estranhou a forma e a rapidez com que a denúncia do MP foi apresentada à Justiça e as prisões foram decretadas, já que não há provas das denúncias de tortura e maus-tratos. ''O que foi constatado foi constrangimento'', afirmou, referindo-se à uma ocasião em que cinco moradores de rua, que não seriam de Paranaguá, teriam sido ''convidados'' a retornar para Curitiba. ''Queremos que o MP apure a verdade'', acrescentou.
Sobre a sindicância interna, Baka Filho disse que o então diretor da guarda municipal, Domingues Neto, foi punido com uma advertência e o guarda municipal, autor da agressão, foi denunciado e respondeu à Justiça.
Quanto às providências em relação aos moradores de rua, Baka Filho assegurou que foi aberto um albergue com capacidade para 80 pessoas e que uma parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) Visão do Futuro, pelo menos, 30 pessoas foram retiradas das ruas de Paranaguá.
O secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, informou, ontem, por meio da assessoria de imprensa, que comunicará as denúncias de maus-tratos contra moradores de rua de Paranaguá à Organização das Nações Unidas (ONU), à Organização dos Estados Americanos (OEA) e ao Ministério da Justiça para providências em relação à gestão da Secretaria Municipal de Segurança.(A.L.)

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