Baixo crescimento econômico impede redução dos índices
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de fevereiro de 2000
Por Liliana Pinheiro 
São Paulo, 28 (AE) - O diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese)
Sérgio Mendonça, disse que não espera para este ano um recuo expressivo do desemprego, apesar da previsão do governo de crescimento da economia entre 3% e 4%, após dois anos de estagnação.
Mendonça aposta mais na estabilização dos índices e não estranhará se houver até um discreto aumento. Isso porque, com as notícias de melhora da situação econômica, mais gente deve entrar no mercado de trabalho, tornando a oferta de empregos insuficiente. Por isso, Mendonça considerou previsível o resultado da pesquisa do IBGE, que registrou aumento do desemprego em relação a dezembro, mas estabilização na comparação com janeiro de 1999.
"O desemprego deve seguir o mesmo comportamento do ano passado, com piora da situação nos primeiros meses do ano e recuperação no segundo semestre, com variação pequena nos índices", avaliou. Segundo ele, apesar de esses índices estarem elevados como nunca, a estabilização tem seu lado positivo: representa reversão da tendência de crescimento.
O desemprego aberto em janeiro medido pelo IBGE em seis regiões metropolitanas foi de 7,6%, quase igual ao de janeiro de 1999, de 7,7%. O desemprego aberto medido pelo convênio Seade-Dieese na Grande São Paulo foi de 10,6%, também quase igual aos 10,7% de janeiro de 1999. Ou seja, embora diferentes, os índices tiveram comportamento idêntico.


