São Paulo, 02 (AE) - A Baixada Santista (SP) será a primeira região a ser investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Assembléia Legislativa, que reinicia sexta-feira (04) os trabalhos, após o recesso parlamentar de pouco mais de um mês.
Outro assunto em pauta é a aprovação da convocação do traficante Arysolim Trindade Sobrinho, que está preso em Brasília e, segundo o presidente da CPI, Dimas Ramalho (PPS), tem informações importantes sobre o narcotráfico no Estado. "Faz 20 dias que o traficante Arysolim disse ter nomes para revelar de pessoas envolvidas no narcotráfico no Estado de São Paulo; ele é, dessa forma, imprescindível na conclusão de nossas investigações", avalia Ramalho.
A CPI discute também na reunião de sexta-feira uma ação mais efetiva da Polícia Federal (PF) no acompanhamento dos trabalhos da Casa. Para o deputado estadual e relator da CPI, Elói Pietá (PT), "não foi boa a relação da Polícia Federal com a CPI do Crime Organizado no ano passado e é preciso uma ação mais efetiva da PF nas punições em relação às denúncias feitas e investigadas por esta CPI". Segundo o deputado, a relação entre a PF e a Polícia Civil não é institucionalizada, não havendo sinergia entre o trabalho das duas instituições, o que dificulda o acompanhamento das atividades da CPI.
Em visita à Assembléia Legislativa, o ministro da Justica, José Carlos Dias, afirmou que todos os esforços serão feitos para que a PF possa auxiliar os trabalhos realizados pela CPI do Narcotráfico no Estado. "A luta contra a impunidade ao narcotráfico tem sido e continuará sendo prioridade da Polícia Federal; todo o apoio da PF será feito para limpar as mazelas existentes neste país, e o narcotráfico é uma delas", afirmou o ministro. Sexta-feira, a CPI do narcotráfico irá designar nomes de delegados para acompanhamento dos trabalhos. O chefe do Departamento de Narcóticos do Estado, Marco Antonio Ribeiro de Campos, será ouvido pela CPI e auxiliará os parlamentares na escolha.

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