Baixa remuneração afasta profissionais
A falta de recursos humanos especializados e os poucos recursos são as principais dificuldades para a manutenção e a criação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatal. O interesse cada vez menor de estudantes de medicina pela pediatria e a baixa remuneração nos plantões fazem com que os hospitais tenham muita dificuldade para a continuidade do serviço. No dia 21 de novembro, a UTI Neonatal do Hospital Evangélico de Londrina fechou dez leitos por falta de pediatras intensivistas para suprir a escala. A unidade foi reaberta dez dias depois.
"O grande problema hoje é encontrar o recurso humano, já que necessita de uma especialização bem específica. E este profissional treinado está escasso atualmente. Entre 30% e 40% das vagas de residência de pediatria não são preenchidas", cita o presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Maurício Marcondes Filho. "Os médicos têm preferido cada vez mais trabalhar em lugares menos desgastantes e mais rentáveis", complementa o presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), Luiz Soares Koury.
Em média, um pediatra intensivista recebe R$ 700 por um plantão de 12 horas. Fora da UTI, a remuneração pode ser duas vezes maior. Cada pediatra deve, no máximo, ficar responsável por 10 pacientes por turno de 12 horas em uma UTI. O Estado possui 1806 pediatras cadastrados no CRM-PR. Na regional de Londrina, que compreende 21 municípios, são 200 profissionais. Especificamente em Londrina são 161. O Conselho não tem números de quantos são intensivistas no Estado. (L.F.C.)





