São Paulo, 07 (AE) - O governo do Estado de São Paulo está preocupado com a baixa adesão dos municípios a programas para evitar o bug. Segundo pesquisa realizada pelo governo estadual no fim de 1998, das 106 cidades paulistas com mais de 50 mil habitantes, apenas 36 responderam a questionários e somente 2 tinham planos para enfrentar o problema, segundo o Comitê Gestor do Programa Ano 2000. A falta de recursos e o desconhecimento do problema são as explicações para esse resultado, diz Jorge Luís Castro, secretário-executivo do comitê. Desde janeiro, o governo tem distribuído cartilhas sobre o bug e constatou, em maio, que as dez maiores cidades paulistas já tinham 75% dos preparativos realizados. O comitê planeja concluir um plano de contingência com a Defesa Civil para evitar problemas, caso algum equipamento escape das correções. O Metrô, por exemplo, já tem um plano para eventuais emergências. Segundo Gustavo Mazzariol, gerente de informática da estatal, "se algum equipamento escapar do pente-fino, funcionará um esquema de contingência já empregado no dia do apagão, com o remanejamento de linhas de ônibus e outras medidas". Plano - A Secretaria de Segurança do Estado está preparando também um plano para direcionar o trabalho da polícia, caso haja falta de energia e corridas aos bancos. Em relação ao trânsito, cinco das seis centrais de controle de semáforos por computador da capital, que têm os equipamentos mais modernos, já foram testadas e não devem sofrer nenhum tipo de pane, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). "Na área central, entretanto, estão aproximadamente 270 semáforos dos anos 70 que precisam ser adaptados", afirma o engenheiro da CET, João Cucci Neto. "Vamos corrigir no computador ou trocar os próprios semáforos até novembro", afirma.

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