Vânia Moreira
O bairro São Cristóvão, na zona leste de Umuarama, corre o risco de ficar isolado. O excesso de chuva comprometeu a estrutura da única ponte de acesso ao bairro, sobre o Rio Canelinha, perto do viaduto. Também por causa da chuva, a Secretaria de Obras não consegue concluir a outra ponte, perto do parque de exposições. Esta semana, a secretaria fez reparos de emergência, mas se voltar a chover forte a ponte pode ser levada pelas águas.
‘‘Precisamos de tempo bom para refazer o aterro que está cedendo. Para fazer as obras necessárias, também precisamos interditar o tráfego e isto só será possível quando a outra ponte estiver pronta’’, informou o secretário municipal de Obras, Luiz Simone.
As duas pontes sobre o Rio Canelinha já foram construídas e reconstruídas cinco vezes. O rio canaliza a maior parte da água da chuva que cai sobre o centro da cidade e inunda rapidamente quando chove muito. O volume de água corrói barrancos, desvia o curso do rio e destrói as pontes. A ponte que corre o risco de cair de novo já foi refeita duas vezes.
Em 1990, a prefeitura construiu uma segunda ponte de acesso perto do parque de exposições que durou apenas dois anos. Em setembro de 1992, choveu muito e as duas pontes rodaram, deixando o bairro isolado. Somente a primeira foi reconstruída. O bairro também sofre com os problemas de erosão. Além das pontes, cinco casas já foram ‘‘engolidas’’ pela erosão, que também destruiu várias vezes as redes de água e esgoto da Sanepar.
Este ano, a prefeitura começou a reconstruir a outra ponte. Segundo Luiz Simone, a estrutura de concreto está pronta. A secretaria aguarda a chegada de vigas pré-fabricadas compradas do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para terminar a ponte. ‘‘Mesmo que as vigas cheguem logo, só poderemos trabalhar se parar de chover’’, informou Simone.
De acordo com o secretário, se o tempo colaborar a ponte fica pronta em 60 dias. A prefeitura também vai asfaltar o trecho de aproximadamente um quilômetro entre o bairro e a PR-323. Até lá, a secretaria vai tentar ‘‘segurar’’ a outra ponte. O solo no local está cedendo e deixando a ponte suspensa. A estrutura de concreto foi ‘‘escorada’’ com pedras e troncos de eucalipto.
Em menos de um ano, a prefeitura construiu ou reconstruiu cinco pontes na zona urbana e duas na zona rural. Outras quatro estão no cronograma de obras. Durante as chuvas de abril e maio do ano passado, várias ligações entre bairros foram interditadas porque ameaçavam cair. O Município refez os aterros que ligam os bairros Jardim Social e Panorama, Laranjeiras e Petrópolis, San Remo e Petrópolis. Também construiu uma nova ponte ligando os bairros Laranjeiras e Porto Belo.
O secretário Luiz Simone não calculou o quanto já foi gasto com a construção de pontes destruídas pela erosão. Somente a segunda ponte do Canelinha vai custar quase R$ 60 mil. O município também gastou R$ 50 mil para recuperar a ponte entre o San Remo e o Petrópolis ano passado. Segundo Simoni, o prefeito Fernando Scanavaca (PPB) tem intenção de construir mais uma ponte e abrir mais uma rua ligação entre os dois bairros e com o centro da cidade para desafogar o tráfego.
Na zona rural, foram refeitos o aterro da Estrada Dias, que dá acesso à Fecularia Lorenz, e uma ponte de madeira na Estrada Moema. Segundo Simone, ainda serão reconstruídos um aterro e uma ponte na Estrada Amarela e uma ponte na Estrada Samambaia. O tráfego na estrada está interrompido há oito anos, desde que a ponte caiu.Excesso de chuvas comprometeu estrutura da ponte sobre o Rio Canelinha, que é usada como único acesso à região do São Cristóvão
Fotos Álvaro OrsiO Rio Canelinha canaliza a maior parte da água da chuva que cai sobre o centro da cidade e inunda rapidamente quando chove muito; chuvas também impedem que Secretaria de Obras conclua outra ponte, perto do parque de exposições (abaixo)

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