Salvador, 03 (AE) - Os baianos comemoraram o dia de Corpus Christi revivendo a procissão mais antiga do País. O primeiro cortejo foi realizado em 1549 logo após a fundação de Salvador e teve como organizadores o governador-geral do Brasil Tomé de Souza e o padre Manoel da Nóbrega. Durante vários anos, os moradores da cidade eram obrigados a acompanhar a procissão, sob pena de pagar uma multa de seis mil réis. É que, para a Igreja, quanto mais gente na rua ficava mais fácil "falar" com Deus.
Atualmente, mesmo sem "punições" para quem não acompanha a procissão, as ruas do centro da capital baiana ficam cheias. Hoje mais de cinco mil pessoas seguiram o arcebispo de Salvador Dom Geraldo Majella Agnelo, os bispos-auxiliares e dezenas de padres. No inicio da manhã, d. Geraldo celebrou uma missa na Catedral Basílica. Depois, deu inicio à procissão, a única em Salvador realizada sem imagens de santos.
O arcebispo segue à frente do cortejo com a hóstia, simbolizando o corpo de Cristo. Os fiéis passaram sobre o tapete de 170 metros feito de serragem pintada com motivos da Igreja, em frente à Câmara Municipal, e seguiram até as imediações da Praça Castro Alves, retornando pela Rua da Ajuda para a Catedral Basílica onde d. Geraldo abençoou os participantes e encerrou o ato.

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