Salvador, 09 (AE) - A forte chuva que caiu na noite de sábado, antes da apresentação de Luciano Pavarotti, Gal Costa e Maria Bethania, acompanhados pela Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), não tirou o brilho do espetáculo. O show do tenor italiano durou apenas 50 minutos, tempo suficiente para emocionar as cerca de 6 mil pessoas que lotaram o espaço montado às margens da Baía de Todos os Santos.
Pavarotti subiu ao palco depois das cantoras, que interpretaram cinco músicas cada uma. Antes de iniciar o show, Bethânia fez uma reverência aos céus, como se pedisse uma trégua à chuva. Foi atendida: durante os 80 minutos de Pavarotti no local do espetáculo, o tempo ficou seco. Aplausos - Ao entrar em cena, o tenor arrancou quase dois minutos de aplausos da platéia, que incluía os senadores Antonio Carlos Magalhães e Paulo Souto, o governador César Borges e os ministros Waldeck Ornellas, da Previdência Social, e Rodolpho Tourinho, das Minas e Energia. Com os maestros Leone Magiera e Salomão Rabinovitch revezando-se na regência da Osba, Pavarotti cantou nove temas de óperas, entre as quais "La donna é mobile", "Addio fiorito asil" e "La Girometta".
O convite feito à Osba para acompanhar o único show de Pavarotti no Brasil foi interpretado por Rabinovitch como sinal de prestígio. A orquestra já se exibiu em espetáculos dos balés Kirov e Bolshoi e da soprano Montserrat Caballé.