Bactéria que provocou a morte de 5 bebês no Rio ainda não foi identificada
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sexta-feira, 24 de dezembro de 1999
Por Roberta Pennafort, especial para a AE 
Rio, 24 (AE) - A bactéria que provocou a morte de cinco bebês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Maternidade Oswaldo Nazareth, no centro do Rio, continua desconhecida. Segundo informações da direção do hospital, a cultura da bactéria, coletada nos bebês infectados, continua crescendo no laboratório do Hospital Municipal Souza Aguiar, a fim de que se determinar exatamente qual é seu tipo. Dos quatro recém-nascidos que estavam em estado grave ontem, dois já apresentam melhora.
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou que os médicos estão tendo muita dificuldade em detectar o tipo de bactéria. Já se sabe que é uma bactéria gran negativa e é típica de ambientes hospitalares. O germe pode ser combatido por meio de antibióticos. O laudo da inspeção feita pela Vigilância Sanitária, que seria divulgado hoje, também só será conhecido na segunda-feira. Foram colhidas amostras de medicamentos, material de manuseio dos funcionários e de água.
Vinte bebês continuam isolados na UTI. Um dos bebês em estado grave no início da semana recebeu alta. Ontem, o hospital divulgou que a superlotação pode ter causado a infecção, já que a maternidade atende a muitos recém-nascidos em estado de risco. Apesar do problema, a maternidade continua recebendo gestantes. Apenas as que darão a luz a bebês prematuros estão sendo encaminhadas a outras maternidades da cidade.


