As cinco mortes ocorridas no Hospital e Maternidade Príncipe Humberto, em São Bernardo do Campo (SP), na semana passada, podem ter sido causadas por bactérias presentes na tubulação da rede de fornecimento de oxigênio. Técnicos do Instituto Adolfo Lutz farão análises microbiológicas na tubulação para verificar a possível presença de bactérias. Outra hipótese é que possa ter havido mistura de gases.
O diretor da Vigilância Sanitária Regional, Wagner Kuroiwa, disse que nenhuma hipótese pode ser descartada para explicar as mortes. ‘‘Saímos do ambiente dos gases para agora analisarmos a tubulação em si’’, disse. A coleta de fragmentos da tubulação será feita hoje. As mortes - de Ana Aparecida Cardin Genovese, 61, Albina Laurinda de Jesus, 80, Amélia Rosa de Pinho, 72, Michele Carvalho da Silva, 23, e o bebê Kátia Ferreira de Barros, de 14 dias - aconteceram entre a noite da segunda-feira e a tarde de quarta da semana passada. Todas as vítimas recebiam oxigênio naquela noite, quando teria ocorrido a falha.
Outras duas vítimas - Luciano Rodrigues, 17, e Érica Brandini, recém-nascida - também chegaram a receber oxigênio, tiveram uma piora no estado de saúde, mas já não correm risco de vida. Até as 17h de ontem, elas continuavam internadas na UTI.
Na última sexta-feira, peritos do Instituto de Criminalística colheram amostras do gás de três cilindros e do tanque de oxigênio para análise. O laudo deverá ser divulgado dentro de dez dias. Segundo o diretor-clínico do hospital, Ricardo Seiler, na noite de segunda-feira da semana passada, a válvula do tanque de oxigênio travou devido à pressão alta e os três cilindros do sistema de emergência foram acionados.

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