Bactéria causou morte de bebês, segundo exames
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quarta-feira, 29 de setembro de 1999
Por Ricardo Rodrigues 
Maceió, 30 (AE) - O Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRM/AL) divulgou nesta quinta-feira (30) o resultado dos exames feitos nos 13 bebês que morreram em menos de uma semana na Maternidade Santa Mônica.
De acordo com laudo do Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacem), três bebês morreram vítimas da bactéria Klebisella-sp, típica de infeção hospitalar. Os outros dez morreram devido a problemas clínicos, como insuficiência respiratória, má-formação congênita.
O relatório de CRM/AL apontou várias deficiências na UTI neo-natal da Santa Mônica, tais como não existência de posto de preparo de medicação (com balcão e pia), área de amamentação e ordenha, espaço com conforto para as enfermeiras (com visão para o berçário) e a ausência de vários equipamentos de precisão.
Consta do relatório que no mês de setembro foram registrados 33 óbitos de recém-nascidos, quando a média é entre 20 e 25.
Para o médico e deputado estadual Fernando Gaia (PFL), houve negligência da Secretaria Estadual da Saúde, no combate a infeção hospitalar na Santa Mônica. "Essa quantidade de óbitos não é normal, está bem acima da média mensal", acrescentou.
Já o diretor geral da maternidade, Robson Vieira, disse que a bactéria pode ter sido trazida por um bebê do interior do Estado
que foi internado no berçário no início do mês.


