Bactéria causou morte de bebês, aponta exames
Ricardo Rodrigues
Agência Estado
De Maceió
O Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRM/AL) divulgou na quinta-feira o resultado dos exames feitos nos 13 bebês que morreram em menos de uma semana na Maternidade Santa Mônica. De acordo com o laudo do Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacem), três bebês morreram vítimas da bactéria Klebisella-sp, típica de infecção hospitalar. Os outros dez morreram devido a problemas clínicos, como insuficiência respiratória e má-formação congênita.
O relatório de CRM/AL apontou várias deficiências na UTI neonatal da Santa Mônica, tais como a não existência de posto de preparo de medicação (com balcão e pia), área de amamentação e ordenha, espaço com conforto para as enfermeiras (com visão para o berçário) e a ausência de vários equipamentos de precisão. Consta do relatório que no mês de setembro foram registrados 33 óbitos de recém-nascidos, quando a média é entre 20 e 25.
Para o médico e deputado estadual Fernando Gaia (PFL), houve negligência da Secretaria Estadual da Saúde no combate a infecção hospitalar na Santa Mônica. Essa quantidade de óbitos está bem acima da média mensal. Já o diretor geral da maternidade, Robson Vieira, disse que a bactéria pode ter sido trazida por um bebê do interior do Estado, que foi internado no berçário no início do mês.





