O primeiro a descobrir o poder das flores foi o médico inglês Edward Bach, na década de 30. Usando os florais em si mesmo, Bach deixou catalogadas 38 essências para estados emocionais diferentes, uma para ser usada em casos emergenciais, e dois livros sobre os florais. O médico afirmava que a doença é a ‘‘cristalização de uma atitude mental’’, e que é preciso tratar isso para cessar a enfermidade.
  A partir de Bach, foram iniciadas pesquisas em outros locais do mundo. Assim ‘‘nasceram’’, na década de 70, os florais da Califórnia, que já têm mais de 300 essências. Posteriormente vieram os florais da Austrália, do Havaí e do Alasca e outros continuam sendo pesquisados.
  Há também os sistemas brasileiros, como os de Minas (Minas Gerais), da Amazônia, da Mata Atlântica, do Norte e do Sul do país. ‘‘Em 1976, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o floral como método terapêutico e outros sistemas foram pesquisados’’, explica a terapeuta floral Tarsila Bessani.
  A essência floral é feita de uma planta não cultivada, encontrada em seu habitat natural, sem interferência humana, e, de preferência, no máximo da sua expressão. ‘‘Às vezes são viagens de dias para encontrar a flor’’, exemplifica Tarsila. O remédio floral é preparado com a essência, água mineral e brandy como conservante.
  A terapia pode ser ministrada em qualquer idade, até em crianças, e em qualquer situação. ‘‘O campo de abrangência é bastante amplo, a busca é pelo equilíbrio físico, mental, espiritual e emocional’’, afirma a terapeuta. (C.P.)

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