Olinda- Puxado por orquestra de frevo e oito bonecos gigantes, o bloco Bacalhau do Batata estreou o hino da agremiação ontem, ao desfilar pelas ladeiras de Olinda, consolidando uma tradição da quarta-feira de cinzas que se repete há 45 anos.
''Vou começar pelo Galo da Madrugada/ sustentar a pisada até a quarta-feira chegar/ depois vou para Olinda tirar a ressaca/ no Bacalhau do Batata e tomar banho de mar'', diz uma das estrofes do hino composto por Almir Rouche e Marcos Cley.
Uma multidão de foliões seguiu a recomendação do hino e sustentou a pisada na quarta-feira de cinzas. Muitos emendaram a folia e amanheceram no Alto da Sé, onde se concentra o bloo. Ali tomaram o café da manhã, com muito munguzá - comida feita à base de milho e leite de côco - que é distribuído pela dupla Zuza Miranda e Taís há mais de 10 anos.
Até a saída do Batata, por volta do meio-dia, quem estava lá presenciou a união do frevo a outros ritmos, como o batuque do maracatu e até o xaxado de uma banda de pífanos.
O Bacalhau do Batata foi criado em 1962 pelo garçom Isaías Pereira da Silva, o Batata, que trabalhava os quatro dias de carnaval e fundou um bloco para poder curtir a festa.
Arrastão Armados com revólveres, punhais e estiletes, cerca de 50 homens promoveram hoje, último dia de folia de Salvador, mais seis arrastões em ônibus. De quinta-feira até as 7h de ontem, houve 59 arrastões em ônibus -três no centro da cidade e o restante na periferia. Além dos arrastões, a PM registrou outros 14 assaltos a ônibus entre a 0h de ontem e as 7h de hoje. Entre assaltos, arrastões e apedrejamentos, mais de 200 ônibus foram alvo de ações criminosas durante o Carnaval.
''O aumento no número de assaltos a ônibus durante grandes festas populares é normal, mas arrastão no Carnaval é novidade'', disse o presidente do Setps (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador), Horácio Brasil. O sindicato representa as empresas responsáveis pelos 2.400 ônibus que circulam diariamente pela capital baiana.
Com exceção da morte do policial, as outras não tiveram vinculação com a festa que comemorou os 100 anos do frevo e levou milhões de foliões às ruas.

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