Babá condenada por torturar criança
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
Agência Estado 
Rio - A babá Sílvia dos Santos foi condenada a cinco anos e sete meses de prisão pela tortura do menino Pedro Pinheiro Fabbri, de 6 anos. As agressões foram descobertas depois que os pais da criança, que sofria de deficiência física e mental, instalaram uma câmera de vídeo, em 31 de agosto de 2005. Pedro morreu sete meses depois, em decorrência de uma lesão no pâncreas.
Depois da decisão da juíza Érika Bastos de Oliveira, da 5.Vara Criminal, o próprio Ministério Público recorreu, pedindo para que a babá tenha direito a novo julgamento por maus-tratos, crime que prevê pena menor. Ela vai aguardar a nova audiência em liberdade. ''Faço um apelo aos desembargadores do Tribunal de Justiça para que mantenham a condenação por tortura. Meu filho sofreu um ano nas mãos dessa mulher'', disse a advogada Isabel Christina Fabbri.
Pedro era portador de uma doença chamada displasia cortical não lisencefálica - ele não falava, nem andava e necessitava de cuidados especiais e atenção redobrada. Isabel foi alertada por mães de colegas da escola de que a babá era violenta com a criança. Instalou a câmera e flagrou oito horas de agressões. Nas imagens, Sílvia aparece obrigando a criança a ingerir o próprio vômito, sufocando-a com um pano, dando tapas, puxões de cabelo e deixando a cabeça do menino pendente (ele não conseguia manter a cabeça erguida). O filme também mostra Sílvia derrubando Pedro da cadeira de rodas.
Sílvia negou as agressões em depoimento. ''Não maltratei ele. Quando ele se engasgou eu queria acudir ele e fiz isso. (...) Quando ele estava engasgado eu bati nas costas e chamei ele, mas não o espanquei''. As desculpas da babá e a alegação da defesa, de que a prova deveria ser desconsiderada, porque as imagens teriam sido obtidas de forma ilegal (sem o conhecimento da ré), não convenceram a juíza Érika Oliveira.
''Essa sentença representa um alívio para mim. Depois de tanta luta, tudo o que eu quero é poder descansar, refazer minha vida e pensar em engravidar de novo'', comentou Isabel.


