BA faz missa e inaugura obras em homenagem a Luís Eduardo
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por Biaggio Talento 
Salvador, 20 (AE) - O governo baiano preparou uma ampla programação para homenagear o ex-líder do governo na Câmara Luís Eduardo Magalhães na passagem, amanhã (21), de um ano da morte dele.
Além de uma missa ao ar livre, no memorial do deputado, situado na Avenida Paralela, o governador César Borges (PFL) e o pai de Luís Eduardo, o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), inauguram um colégio e o complexo de viário que integra as obras de ampliação do Aeroporto de Salvador, rebatizado com o nome do ex-líder do governo na Câmara. Quinta-feira (22), os dois também inauguram o hospital de Porto Seguro, também com o nome do deputado.
Com proposta pedagógica avançada, o Colégio Luís Eduardo Magalhães, construído no bairro de San Martin, custou R$ 2,9 milhões ao governo baiano.
Integra uma rede de 17 escolas com o nome do deputado. Já para o sistema viário criado com o objetivo de solucionar o problema do intenso fluxo de tráfego no acesso ao aeroporto, foram investidos R$ 13,8 milhões. A obra faz parte do projeto de ampliação do terminal, com orçamento de R$ 141 milhões, cujo objetivo é transformar o antigo Aeroporto Dois de Julho no terceiro maior do Brasil.
Desde que Luís Eduardo morreu, mais de 50 equipamentos do governo do Estado e de inúmeros municípios foram rebatizados ou inaugurados com o nome do político. De incubadora a escolas, passando por viadutos e prédios, tudo passou a ser chamado de Luís Eduardo. A mudança que provocou maior irritação nas oposições foi a troca do aeroporto de Salvador, cujo antigo nome
Dois de Julho, era uma homenagem à data da independência da Bahia. Outra iniciativa polêmica foi a proposta que a deputada estadual Jusmari Oliveira (PFL) pensou em apresentar à Assembléia Legislativa: a criação do município Luís Eduardo Magalhães, com a emancipação do Distrito de Mimoso do Oeste (que pertence a Barreiras). A proposta, por enquanto, está engavetada porque a criação de novos municípios na Bahia não é permitida pelo PFL desde que o partido passou a dominar o Estado, em 1990. O argumento é que novos municípios implicam em criação de despesas para o governo baiano e isso vai de encontro à filosofia austera que o PFL fixou no Estado.


