Rio- A Azul Linhas Aéreas obteve na semana passada um aporte adicional de investimentos de seus acionistas de US$ 50 milhões, segundo o presidente do Conselho de Administração da companhia, David Neeleman. Com isso, investimento inicial para o lançamento da empresa cresceu de US$ 150 milhões para US$ 200 milhões, o maior desembolso inicial para o lançamento de uma companhia aérea em todo o mundo. A companhia também tem interesse de participar do processo de concessão dos aeroportos brasileiros.
De acordo com Neeleman, os recursos adicionais foram necessários para acelerar o início das operações da Azul Linhas Aéreas, previsto originalmente para janeiro de 2009. Ele disse que a idéia é a companhia decolar até dezembro deste ano. O projeto prevê uma frota inicial de cinco jatos da Embraer da família 190, com capacidade para 106 passageiros.
Ontem, a Azul Linhas Aéreas fez o batismo da primeira aeronave da empresa, cujo nome é ''o Rio de Janeiro Continua Azul''. Segundo Neeleman, cada avião da companhia terá um nome diferente. O jato foi obtido por meio de um arrendamento junto à Jet Blue, empresa de tarifas de custos baixos fundada por Neeleman nos Estados Unidos. Essa operação de arrendamento teve que ser feita para a companhia poder apressar a obtenção do seu certificado como empresa de transporte aéreo (cheta), documento que deverá ser obtido nos próximos 30 dias, segundo estimou o vice-presidente de operações da Azul, Miguel Dau.
Neeleman contou que o objetivo é atender pelo menos 25 cidades brasileiras, entre elas Londrina, que não têm vôos diretos sem escala para o Rio de Janeiro. O plano da Azul é usar prioritariamente os aeroportos Santos Dumont e Antonio Carlos Jobim (Galeão). Também existe a intenção de operar na ponte aérea, mas isso depende da obtenção de permissões de pouso e decolagem (Slots) no aeroporto de Congonhas.
''Quando começamos a estruturar as rotas, descobrimos que existem 25 cidades que podem ter vôos mas cujos habitantes não podem voar hoje para o Santos Dumont ou Galeão, como Uberlândia (MG) e Londrina (PR)'', disse Neeleman.
De acordo com ele, a frota da companhia deverá ter 16 aeronaves até o final de 2009, entre modelos 190 e 195, este último para 118 passageiros.
O vice-presidente de marketing da companhia, Gianfranco Beting, disse que a Azul tem interesse em participar do futuro processo de concessão de aeroportos brasileiros. De acordo com o executivo, a Azul poderia seguir o modelo utilizado pela Jet Blue para a construção de terminais de passageiros da companhia.

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