O governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), disse ontem que ainda não sabe como fará para pagar o reajuste concedido anteontem aos policiais militares e civis do Estado, depois que as categorias realizaram uma grande manifestação em Belo Horizonte, provocando até a intervenção de tropas do Exército na cidade. Segundo Azeredo, com o aumento de R$ 200,00 e a fixação do piso de R$ 615,00 para os policiais, o percentual de comprometimento da folha de pessoal sobre a receita líquida estadual (R$ 463 milhões, em maio) aumentará dos atuais 77% para ‘‘mais de 80%’. O acréscimo nas despesas com os salários dos 450 mil servidores de Minas, que hoje totalizam R$ 350 milhões, será superior a R$ 27 milhões.
‘‘A questão do sacrifício de poder aumentar como fizemos vai ser enfrentada’’, disse Azeredo. ‘‘Não sei, sinceramente, como’’, acrescentou. O governador ressaltou que a principal dificuldade vem do fato de que todos os cortes de gastos possíveis, no âmbito do Poder Executivo mineiro, foram efetuados desde o início de seu governo.

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