Havana, 21 (AE-AP) - As avós de Elián González e os membros de uma delegação de igrejas norte-americanas empreenderam nesta sexta-feira (21) uma viagem a Nova York, onde as mulheres pedirão o retorno a Cuba do náufrago de seis anos de idade.
As avós viajam para "fazer um apelo ao povo norte-americano"
disse Bob Edgar, secretário geral do Conselho Nacional de Igrejas, uma federação de denominações cristãs que não inclui a Igreja Católica.
Na despedida, as mulheres beijaram e abraçaram Juan Miguel González, pai de Elián, que permaneceu em Cuba.
O Escritório de Interesses dos Estados Unidos na capital cubana expediu vistos às avós de Elián.
A avó paterna do menino, Mariela Quintana, disse anteriormente que só iria aos Estados Unidos em caso de poder voltar acompanhada do neto.
A Guarda Costeira norte-americana encontrou o menino agarrado em uma câmara de ar no Oceano Atlântico, em frente à costa da Flórida, em 25 de novembro. Sua mãe e outras 10 pessoas afogaram-se após o naufrágio do bote no qual fugiam de Cuba. Elián vive com familiares em Miami desde então.
Os parentes do menino em Miami argumentam que Elián viveria melhor nos Estados Unidos e entraram com ações judiciais para impedir sua deportação.
"Estávamos eperando por elas", disse Miami Lázaro González, tio-avô de Elián, e acrescentou que sua família não interferirá no processo nos tribunais federais que determinará o destino do menino.
O pai de Elián, Juan Miguel González, pediu por seu filho, mas indicou que não irá aos Estados Unidos, enquanto o governo de Cuba teme que seus inimigos em Miami dificultem o regresso de Elián mediante uma citação para seu comparecimento perante o Congresso norte-americano.

mockup