Avó não se conforma com a redução da infância
Curitiba- ''Quando o assunto é sexualidade, sempre é importante não fazer alarde. É preciso tratar o assunto no ponto justo, nem como um problema nem com indiferença. É preciso tratar a questão com seriedade, no seu devido lugar''. É o que afirma a psicóloga clínica e psicanalista Jandyra Kondera Mengarelli, ao ser questionada sobre a reação de crianças e pais que se vêem frente a um caso de puberdade precoce.
Em Curitiba, a avó de uma menina que entrou na puberdade aos sete anos, não se conforma com a situação. ''O melhor momento da vida da gente é a infância e isso está reduzindo a infância'', diz. A neta não está fazendo tratamento, apesar dos exames terem acusado idade óssea de um ano acima. Completou oito anos em junho e já usa soutien. ''Ela até gosta, tem cintura, corpo de mocinha. Essas meninas são todas xuxinhas'', diz a avó.
O exame de ultra-som de Juliana, nove anos, mostrou que ela tem ovários do tamanho de uma criança de 12 anos. Como parte do tratamento, fez uma dieta de gorduras. O médico também indicou para que não coma açúcar à noite, pois a glicose inibe o crescimento. A mãe comprou a injeção de hormônios uma vez.
Custou R$ 408,00, e agora ela espera há três meses que o SUS receba o medicamento. ''Se ela não fizer o tratamento, depois que menstruar ela não cresce mais. Como nós, os pais, somos baixinhos, vamos fazer o tratamento para ela não ficar muito pequena'', diz a mãe.
Assim como Juliana, Bianca, de nove anos, também está feliz da vida com sua altura (1,63 metros). A maturidade sexual chegou aos oito anos. ''Nós estamos controlando. Ela está com crescimento de adolescente, cresce 1,5 cm por mês, por isso não estamos mais preocupados se ela parar de crescer'', diz a mãe, Carla Anete Berwig.(M.G.)





