São Paulo, 1 (AE) - A Avipal S/A Avicultura e Pecuária - 4ª maior processadora de carne de frango do País - deverá faturar neste ano R$ 1 bilhão, 3% acima do obtido em 1998, e investir mais R$ 50 milhões. A cifra será distribuída entre as indústrias de carne e leite. A Elegê, comprada há dois anos e fabricante do leite longa vida, queijo e manteiga com as marcas Elegê, Santa Rosa e Dubon, ficará com R$ 31 milhões. O restante será absorvido pela unidade fabril, ainda em fase de construção, na Bahia, onde serão abatidos 100 mil frangos/dia em princípio do ano 2001.
"A liquidação da compra da Elegê soma R$ 24 milhões. Os outros R$ 7 milhões serão empregados no desenvolvimento de novos produtos e modernização da fábrica", afirma Cody Pires, diretor de relações com o mercado.
De olho na diversificação de produtos, a Elegê fez quatro lançamentos ao longo do ano passado e até fins de 1999 pretende dobrar o número. O leite especial extra cálcio, achocolatado e vitamina de fruta nas embalagens de 1 litro e a linha de leite Kids, 200 ml, nos sabores chocolate, morango, frutas e tuti-fruti chegaram ao mercado no primeiro semestre. "Outros produtos já estão a caminho", afirma Clarice Fogliatto Prado, diretora de marketing.
Os novos produtos vão engordar um pouco mais a receita, que foi de R$ 370,6 milhões no ano passado, respondendo por 38 1% do faturamento do grupo. "A estimativa é de a Elegê obter uma receita da ordem de R$ 400 milhões", diz Pires.
O carro-chefe da Elegê é o leite longa vida, com uma participação de 38% no faturamento da empresa e 15% no global. Queijos representam cerca de 8% dos negócios do grupo. "Cerca de R$ 80 milhões serão provenientes da venda de queijos", afirma o diretor.
A empresa, que foi adquirida em abril de 1996 por R$ 151 milhões, capta metade do volume de leite produzido no Rio Grande do Sul, região considerada terceira maior bacia leiteira do país
perdendo para Minas Gerais e São Paulo. "A Elegê processa 2 milhões de litros de leite/ano", afirma Pires.
A Avipal exportou no ano passado R$ 41,8 milhões em carne de frango para ásia e Mercosul. "O patamar deverá se manter neste ano", diz. Hoje a empresa processa cerca de 450 mil frangos/dia. Tão logo o complexo agro-industrial de Feira de Santana, na Bahia, comece a funcionar irá abater 100 mil aves/dia, proporcionando uma receita adicional anual estimada em R$ 120 milhões, informa. A nova fábrica exigirá investimentos de R$ 70 milhões.

mockup