Avipal instala tres granjas na Bahia
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terça-feira, 28 de setembro de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 29 (AE) - A Avipal já instalou três granjas - duas de matrizes e uma de postura - que vão abastecer os avicultores que serão integrados à nova unidade de Feira de Santana (BA). Os abates em escala industrial só serão iniciados em janeiro de 2001, mas a empresa está desenvolvendo as primeiras gerações de matrizes para chegar nessa etapa de operação com aves geneticamente perfeitas, explicou hoje o diretor de Relações com o Mercado, Cody Simões Pires.
De acordo com o executivo, as instalações da nova planta estarão concluídas no terceiro trimestre do ano que vem e os abates experimentais iniciarão nos três meses seguintes. No início de 2001 a produção começará na faixa de 100 mil frangos por dia, o equivalente a 25% dos volumes atuais, que em 1998 somaram 260 mil toneladas do produto. O faturamento estimado oscila entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões por ano.
Cody informou que no início da operação industrial a Avipal estará entregando 600 mil pintos de um dia por semana para criação em 450 granjas integradas. Para abastecer o plantel
a empresa vai adquirir 12 mil toneladas mensais de insumos básicos para a produção de ração (milho e farelo de soja) junto a produtores da própria região.
O investimento da companhia gaúcha, que teve faturamento bruto de R$ 973 milhões em 1998 e de R$ 522 milhões no primeiro semestre deste ano, alcança R$ 70 milhões na unidade da Bahia. Estão previstos mais R$ 70 milhões para o segundo módulo, ainda sem data prevista, que deverá duplicar a produção de aves e introduzir o abate de suínos.
Conforme Cody, o frigorífico de Feira de Santana vai abastecer o Norte e o Nordeste do País. Atualmente as duas regiões recebem os produtos do Rio Grande do Sul, o que acarreta um custo com frete equivalente a 13% a 14% do preço de venda do frango, na faixa de R$ 1,20 a R$ 1,30 o quilo, disse o diretor.
Além disso, o Norte e o Nordeste apresentam um consumo per capita de carne de frango ao redor de 13 quilos por habitante, contra os 33 quilos da média nacional. "É onde o mercado tem mais espaço para crescer a partir de uma retomada da economia", explicou Cody.


