Brasília, 02 (AE) - O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Sulivan Silvestre, fretou o avião da Uta-Base Táxi-Aéreo em Brasília depois de perder um vôo comercial para Goiânia. Na hora do acidente o avião Sêneca em que ele viajava estava nos procedimentos finais de pouso. Conforme avaliação de alguns pilotos, faltariam apenas dez segundos para alcançar a pista.Todas as características do acidente levam a crer que houve parada total dos dois motores.
O Ministério da Aeronáutica, por meio do Serviço Regional de Aviação Civil (Serac-6), abriu as investigações para apurar as causas do acidente. A polícia Civil de Goiás deve abrir inquérito, enquanto a Polícia Federal vai esperar pelo relatório final do Centro de Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) para fazer o mesmo.Caso haja indícios de sabotagem, a PF entrará no caso, já que Silvestre era funcionário público federal.
Segundo o proprietário da Uta-Base, Bruno Finotti, a aeronave tinha motores novos. Ele afirmou que não poderia imaginar o que aconteceu na noite de segunda-feira, pois o piloto Agmar Domingos Rosa tinha 23 anos de experiência.
O diretor do Centro-Oeste do Sindicato Nacional dos Aeronáutas, Mozart Barroso, disse que a empresa estava com pendência judicial por causas trabalhistas, mas desconhecia qualquer irregularidade nos dois únicos aviões da Uta-Base.

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