Oxnard, Califórnia, 31 (AE-AP) - Um avião de passageiros da Alaska Airlines proveniente de Puerto Vallarta, México, com destino Seattle e escala em São Francisco caiu nesta segunda-feira (31) no mar ao noroeste de Los Angeles com 85 pessoas a bordo, informaram autoridades aeroportuárias federais. Fontes disseram que o piloto reportou dificuldades mecânicas pouco antes do acidente.
A Guarda Costeira informou que diversos corpos foram resgatados do local, mas não há notícias de sobreviventes.
O avião era um MD-80, construído pela McDonnell Douglas, agora parte da Boeing, disse John Thom, porta-voz da unidade Boeing Douglas. A aeronave que caiu foi entregue á Alaska Airlines em 1992, informou Thom.
O avião da Alaska Airlines levava 80 passageiros e cinco tripulantes, disse o porta-voz da Alasca Airlines, Jack Evans.
O MD-80, que cumpria o vôo 261, caiu no Oceano Pacífico a cerca de 35 quilômetros do aeroporto às 15h45 locais (21h45 em Brasília) na direção de Point Mugu, disse Mitch Barker, porta-voz regional da FAA em Seattle.
Os restos do avião ficaram espalhados em uma ampla zona no oceano. Helicópteros da Guarda Costeira norte-americana e pequenas embarcações buscavam por sobreviventes enquanto a noite caía na região onde se encontravam os destroços. Focos de luz iluminavam a água.
Ron Wilson, porta-voz do aeroporto de São Francisco, disse que a tripulação informou sobre problemas mecânicos no avião e pediu permissão para aterrissar em Los Angeles. "O radar indica que a aeronave caiu de 17 mil pés (5.100 metros) e então não foi mais vista pelo radar", disse Wilson à rede de televisão KRON em São Francisco.
Len Sloper, do serviço de atendimento a clientes da Alaska Airlines em Los Angeles, disse que o piloto acusou problemas com o "ajuste do estabilizador", a parte horizontal da cauda do avião, pouco antes da queda. Dificuldades em ajustar o estabilizador horizontal significam problemas em colocar o avião no devido ângulo, seja para cima ou para baixo. O estabilizador é ajustado por uma roda localizada na cabine de comando. Quando o avião está ajustado, seu nariz encontra-se em posição perfeitamente horizontal.
O tempo estava limpo no local do acidente. A temperatura da água costumar ser de 10ºC a 13ºC nesta época do ano. A profundidade do oceano no local varia entre 90 e 180 metros. A Comissão Nacional de Segurança nos Transportes estava reunindo uma equipe de investigadores na capital Washington e planeja enviá-la ao local do acidente na noite de segunda-feira ou nas primeiras horas de terça-feira, informou o porta-voz Pat Cariseo.
Domingo, um avião da Kenya Airways caiu no Oceano Atlântico pouco depois de decolar de Abidjan, Costa do Marfim. O Airbus 310 transportava 10 tripulantes e 169 passageiros. Pelo menos 10 pessoas sobreviveram.
Em 31 de outubro passado, o vôo 990 da EgyptAir caiu no mar ao sul da costa de Massachusetts. Todas as 217 pessoas a bordo do Boeing 767 morreram.
A Alaska Airlines, cuja marca é um esquimó pintado na parte traseira de seus aviões, possui um excelente registro de segurança. A empresa é uma das mais importantes da costa oeste norte-americana e serve mais de 40 cidade no Alasca, Canadá, México e os Estados o oeste. Sua sede é em Seattle.
A empresa aérea registrou dois acidentes fatais nos anos 70, ambos no Alasca, de acordo com a Airsafe.com, um web site que registra quedas de aviões. Em 1971, um Boeing 727 da empresa que chegava a Juneau bateu contra uma montanha depois que a tripulação recebeu informações erradas de navegação. Todos os 104 passageiros e sete membros da tripulação morreram.
Em 1976, um passageiro morreu quando um 727 invadiu a pista de decolagem depois de pousar em Ketchikan. A empresa opera diversos vôos de Puerto Vallarta, um conhecido ponto turístico na costa oeste do México, para San Jose, San Francisco e outras cidades da Califórnia.

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