Avião cai, explode e mata cinco em Ribeirão Preto
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quarta-feira, 07 de abril de 1999
Brás Henrique Especial para a AE 
Cinco pessoas morreram na queda do avião Lear jet 24, prefixo PT-LEM, às 11h30 de ontem, no Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, na região nordeste de São Paulo. Era apenas um vôo de checagem dos pilotos da empresa Manacá Táxi Aéreo, de Osasco, na Grande São Paulo. O avião, que arremeteria (tocaria o solo e levantaria vôo em seguida), chegou desequilibrado na cabeceira da pista, bateu uma das asas no chão, arrastou-se por cerca de 200 metros e explodiu. Em pouco tempo, todos os tripulantes foram carbonizados. A ação dos bombeiros do aeroporto foi insuficiente.
O avião saiu do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para avaliação prática da capacitação técnica dos pilotos. O checador do Departamento de Aviação Civil (DAC) a bordo era o capitão Vitor dos Santos Júnior, que trabalhava como oficial de segurança de vôo no Quarto Serviço Regional de Aviação Civil (Serac-4).
Os outros tripulantes que morreram são os pilotos Gutemberg Victor da Silva Júnior, Maurício DAgostini Nascimento, Renato Juliano Depiere e Walter Tessin Filho - o último foi descoberto apenas na retirada dos corpos da fuselagem do avião, já que seu nome não constava no comunicado oficial emitido pelo DAC à imprensa minutos antes.
Segundo alguns moradores de bairros próximos ao aeroporto, o avião tinha iniciado o pouso com avarias. Eu vi o avião pegando fogo no ar, afirmou o serralheiro Devanir Gonçalves. As equipes de especialistas em acidentes aeronáuticos do DAC e do Serac-4 chegaram a Ribeirão Preto depois das 15 horas. Ninguém fez comentários sobre o acidente. O relatório final deverá ser divulgado em 60 dias.
A única pista do Aeroporto Leite Lopes, que tem projeto para ser ampliado e tornar-se internacional e o primeiro privatizado do Brasil, ficou interditada até o início da noite para pousos e decolagens. Os vôos foram cancelados ou transferidos para outras cidades da região.
Os destroços começaram a ser recolhidos após a retirada dos corpos, no fim da tarde de ontem. Esse foi o acidente aéreo mais grave ocorrido Ribeirão Preto. Em 4 de maio de 1996, outro vôo de checagem, com problemas técnicos, causou a morte de três pessoas - dois tripulantes e um garoto que estava próximo do aeroporto que foi decapitado. Um dos pilotos sobreviveu, mas teve ferimentos graves.


