Ribeirão Preto, SP, 07 (AE) - Cinco pessoas morreram na queda do avião Lear jet 24, prefixo PT-LEM, às 11h30 de hoje , no Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, na região nordeste do Estado. Era apenas um vôo de checagem dos pilotos da empresa Manacá Táxi Aéreo, de Osasco, na Grande São Paulo. O avião, que arremeteria (tocaria o solo e levantaria vôo em seguida), chegou desequilibrado na cabeceira da pista, bateu uma das asas no chão
arrastou-se por cerca de 200 metros e explodiu. Em pouco tempo, todos os tripulantes foram carbonizados. A ação dos bombeiros do aeroporto foi insuficiente.
O avião saiu do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para avaliação prática da capacitação técnica dos pilotos. O checador do Departamento de Aviação Civil (DAC) a bordo era o capitão Vitor dos Santos Júnior, que trabalhava como oficial de segurança de vôo no Quarto Serviço Regional de Aviação Civil (Serac-4). Tripulação - Os outros tripulantes que morreram são os pilotos Gutemberg Victor da Silva Júnior, Maurício DAgostini Nascimento
Renato Juliano Depiere e Walter Tessin Filho - o último foi descoberto apenas na retirada dos corpos da fuselagem do avião, já que seu nome não constava no comunicado oficial emitido pelo DAC à imprensa minutos antes. Avarias - Segundo alguns moradores de bairros próximos ao aeroporto, o avião tinha iniciado o pouso com avarias. "Eu vi o avião pegando fogo no ar", afirmou o serralheiro Devanir Gonçalves. As equipes de especialistas em acidentes aeronáuticos do DAC e do Serac-4 chegaram em Ribeirão Preto depois das 15 horas. Ninguém fez comentários sobre o acidente. O relatório final deverá ser divulgado em 60 dias.
A única pista do Aeroporto Leite Lopes, que tem projeto para ser ampliado e tornar-se internacional e o primeiro privatizado do Brasil, ficou interditada até o início da noite para pousos e decolagens. Os vôos foram cancelados ou transferidos para outras cidades da região.
Os destroços começaram a ser recolhidos após a retirada dos corpos, no fim da tarde de hoje. Esse foi o acidente aéreo mais grave ocorrido Ribeirão Preto. Em 4 de maio de 1996, outro vôo de checagem, com problemas técnicos, causou a morte de três pessoas - dois tripulantes e um garoto que estava próximo do aeroporto que foi decapitado. Um dos pilotos sobreviveu, mas teve ferimentos graves.

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