Avertem para riscos de plantas geneticamente modificadas
Washington, 05 (AE-AP) - O governo norte-americano deveria intensificar sua vigilância sobre as plantações geneticamente modificadas, a fim de assegurar-se de que os vegetais tornados invulneráveis a pragas não acarretem danos à saúde humana ou ao ambiente, anunciou um comitê de cientistas do Conselho Nacional de Pesquisas.
O estudo da entidade, uma divisão da Academia Nacional de Ciências, salienta que, embora os plantios protegidos contra pragas reduzam o consumo de agrotóxicos por parte dos agricultores, há neles um "potencial de efeitos indesejáveis".
Os cultivos biotecnológicos se disseminaram entre os agricultores americanos na década de 90, em especial uma variedade de milho tóxica para uma de suas piores pragas. Os cientistas afirmaram que ainda não há provas de que os alimentos geneticamente modificados lançados no mercado representem perigo
mas concluíram que são necessários novos métodos para identificar alérgenos (agentes capazes de produzir alergia) potenciais em plantas imunizadas.
O comitê recomenda que se façam estudos de longo prazo sobre o consumo animal desses produtos para avaliar suas possíveis repercussões nos humanos. Reconhece também que faltam pesquisas destinadas a evitar que os genes resistentes a pragas se espalhem pela natureza e que as plantações biotecnológicas causem prejuízo a insetos úteis aos homens.
A engenharia genética procura combinar um ou mais genes de um organismo a uma planta para dotá-la de características específicas. Uma variedade de milho planejada para ser invulnerável a um inseto causou polêmica no ano passado, quando um estudo da Universidade Cornell indicou que ela poderia estar matando um tipo de borboletas chamado monarca.





