Não matarás
A morte de Celso Daniel, em janeiro de 2002, é o crime fundador do Brasil contemporâneo. Naquele mesmo ano, Lula foi eleito presidente da República. Se não tivesse morrido, o ex-prefeito de Santo André seria coordenador da campanha presidencial petista e muito provavelmente ministro da Fazenda, no lugar que acabou sendo ocupado por Antônio Palocci. Celso Daniel, portanto, não era um político qualquer: era um dos principais comandantes do PT nacional.
É absurda e altamente suspeita a tese de que Celso Daniel foi vítima de um crime comum, até porque sete pessoas envolvidas com o caso morreram em circunstâncias suspeitas depois dele: dois sequestradores; um investigador da polícia; o garçom que serviu o ex-prefeito na noite do crime; o homem que testemunhou o assassinato do garçom; o agente funerário que identificou o corpo de Celso Daniel; e o médico legista que atestou as marcas de tortura no cadáver do ex-prefeito. É muita gente morta. São muitos fantasmas, que de alguma forma se somam aos mais de 100 milhões de vítimas fatais dos regimes socialistas ao longo do último século.
Agora, a Operação Lava Jato desenterrou o caso Celso Daniel para lançar alguma luz sobre esse episódio tão sombrio de nossa história recente. Enquanto isso, as forças comandadas pelo PT acirraram sua luta contra o juiz Sérgio Moro e as investigações do Ministério Público Federal em Curitiba. Militantes esquerdistas passaram a falar abertamente na prisão e destituição de Moro.
"Não matarás" é o quinto mandamento da Lei de Deus. A ordem vale para pessoas e para países. Em 13 anos de poder, o PT destruiu a economia e agora está destruindo o que resta da democracia brasileira. Impeachment é pouco para os atuais ocupantes do poder. Enquanto os gritos de uma cada vez mais desequilibrada Dilma Rousseff ecoam no Palácio do Planalto, e são reproduzidos pelos grupos de assalto autodenominados "movimentos sociais", o País desmorona diante dos nossos olhos.
Sim, o impeachment é pouco — apenas um primeiro passo. É preciso botar na cadeia os líderes do esquema que aniquilou o Brasil e cassar o registro dos partidos políticos que foram cúmplices desse crime. O aviso que o PT faz hoje ao Brasil é bastante claro: ou os deixamos no poder, ou eles vão fazer de nossa vida um inferno. Vamos aceitar a chantagem?
Não há elementos para dizer quem ordenou a morte de Celso Daniel, assim como até hoje os historiadores não provaram se Josef Stálin teve ou não participação na morte de Sergei Kirov. Mas o fato é que essas mortes desencadearam processos históricos terríveis: os grandes expurgos na Rússia soviética e a destruição do Brasil pelo governo petista. Se a Operação Lava Jato for abortada e os companheiros continuarem no poder, o destino do País e de cada um de nós pode ser análogo ao daquele homem cujo corpo foi encontrado numa estrada de terra.

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