Outro estudo do Hospital A. C. Camargo mostra avanços também no tratamento dos cânceres de cólon e reto (partes do intestino grosso). Quando detectado na fase 1 (o índice vai de 1, o inicial, a 4, a metástase), o câncer de cólon pôde ser curado em 100% dos pacientes. Na fase 2, em 84%. Na fase 3, em 76,2%.
Os números foram parecidos no câncer reto, curado em 89% dos pacientes na primeira fase, em 81% na segunda e em 62% na terceira. Em ambos os casos, os índices foram ligeiramente superiores às médias apontadas por pesquisas científicas feitas em outros países.
O tratamento dos cânceres de cólon e reto incluem necessariamente a cirurgia - diferentemente de outros tumores, como o linfoma e a leucemia, que podem ser curados apenas com a quimioterapia. As cirurgias de reto são mais complexas que as de cólon pelo fato de o reto ficar bem próximo de órgãos como a próstata e o útero.
''Esses resultados mostram a importância do diagnóstico precoce. Quanto mais cedo se detecta a doença, maiores são as chances de cura'', explica o cirurgião Benedito Rossi, do A. C. Camargo. Segundo ele, a colonoscopia (exame capaz de detectar células alteradas no intestino grosso) precisa ser feita de dez em dez anos quando a pessoa completa 50 anos de idade. Existem casos em que as células alteradas podem ser retiradas durante a colonoscopia.
Rossi explica que os resultados são bons porque as técnicas cirúrgicas evoluíram e porque os cirurgiões do A. C. Camargo especializados nessa área são poucos e seguem os mesmos padrões na hora de operar.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, no ano passado foram registrados cerca de 25 mil novos casos de câncer de cólon e de reto no País.(A.E.)

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