Avaliação do governo continua ruim, segundo CNI-Ibope
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quinta-feira, 16 de dezembro de 1999
por Gecy Belmonte 
Brasília, 16 (AE) - A mais recente pesquisa CNI-Ibope, feita no período de 25 a 29 de novembro, com 2.000 entrevistados - eleitores com 16 anos ou mais - em todo o País revelou que a avaliação positiva do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso subiu um ponto desde setembro e está em 17%. Conforme os dados da pesquisa - a ser divulgada neste final de manhã pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria, deputado Carlos Eduardo Moreira Ferreira (PFL-SP) - a maioria relativa (48%) continua a avaliar o governo como ruim ou péssimo.
A avaliação do governo é mais negativa entre os mais escolarizados (53%) que entre os menos escolarizados (41%), porém se nota que a avaliação positiva estabilizou-se e a negativa diminuiu, reduzindo em quatro pontos porcentuais a diferença que havia entre elas. Era de 35 pontos porcentuais em setembro deste ano e agora está em 31. Os índices de confiança e aprovação ao modo como o presidente vem governando o País mantiveram-se praticamente inalterados desde setembro; porém, desde março de 1997 ambos sofreram grande queda. Em março de 97, 70% aprovavam o governo; em março de 99, apenas 35% o apoiavam e agora, em novembro, este número estava em 26%. Já quanto ao item confiança, 65% manifestavam este sentimento em relação ao governo em março de 97, 40% em março de 99 e 27% em novembro deste mesmo ano. O grau dos que não confiam, em contrapartida, que era de 31% em março de 97 aumentou para 54% em março de 99 e 67% em novembro. O grau de desaprovação, nos mesmos meses, foi de 24%, 56% e 65% respectivamente.
Esperança - A pesquisa CNI-Ibope mostra ainda que 68% dos entrevistados acreditam que o ano 2000 será "muito bom/bom", enquanto 16% prevêem que será "ruim/muito ruim" e 17% disseram não saber ou não opinaram.
O índice de otimismo em relação ao ano 2000 é quase igual ao manifestado em dezembro de 1998, que foi de 66%. Com relação a 99, a maioria (58%) avaliou o ano como "bom/muito bom", o que representa uma melhora de seis pontos porcentuais em relação à pesquisa de julho deste ano. Para 37% dos entrevistados, o ano está sendo "ruim/muito ruim". Os mais escolarizados (63%), juntamente com os habitantes do Norte e Centro-Oeste (68%) e os de maior renda (66%) são os que fazem a avaliação mais positiva do ano. Os maiores porcentuais de avaliação negativa estão entre os habitantes do Sudeste (44%) e entre os que moram nas capitais (45%) e em cidades com mais de 100 mil habitantes (45%). Quanto mais desenvolvida a área, portanto, maior o grau de insatisfação.


