Avaliação do curso de Pedagogia será rigorosa
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Agência Estado 
Brasília - O Ministério da Educação vai apertar o processo de fiscalização dos cursos de Pedagogia. Na esteira do lançamento do Sistema Nacional de Formação de Professores, o governo quer ter certeza de que os cursos estão preparando os estudantes para ensinar e não para administrar escolas ou fazer pesquisa. A partir de agora, o documento de fiscalização que será usado para autorizar novos cursos e manter os antigos exigirá laboratórios de informática e ensino, brinquedotecas e contato dos alunos com escolas desde o primeiro ano.
O foco nos cursos de Pedagogia é uma das tentativas do ministério de melhorar a formação dos professores. Hoje, apesar de quase 70% dos docentes brasileiros ter curso superior completo, apenas 61,7% têm licenciatura. São 330 mil atuando sem formação adequada - 17,5% do total. A maior parte, no ensino fundamental.
É ruim a formação, mesmo daqueles professores que têm curso superior, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. Por isso estamos homologando o instrumento de autorização de cursos de Pedagogia. Vamos alterar a metodologia de autorização e reconhecimento de cursos.
Uma das principais intenções do ministério é transformá-los em cursos de formação de professores, o que hoje nem sempre acontece. Muito curso não se dá conta de que a sua parte principal precisa ser a formação de professores. A gestão escolar é secundária, explica a secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari. O documento de supervisão vai deixar claro que o foco é formar professores para as séries iniciais e a pré-escola. Além da infraestrutura, o ministério quer concentrar a carga horária na formação de professores, com aulas teóricas e práticas - 70% das horas-aula terão de ser nessa área, e cada curso precisará ter integração com escolas estaduais e municipais da região.


