Avaliação divide comunidade docente
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de julho de 1998
Agência Folha 
Os reitores das universidades federais só aceitam discutir com o Ministério da Educação (MEC) um avaliação das instituições como um todo, que não se restrinja ao trabalho dos professores no plano do ensino, ou seja, em sala de aula. Esta é a posição da Andifes, associação que representa os dirigentes das instituições de ensino superior. Só interessa avaliar o resultado da produção acadêmica para a sociedade dentro do conjunto das atividades de uma universidade, diz Gustavo Balduíno, secretário-geral da Andifes. Balduíno explica que a atividade acadêmica abrange três tipos de atividades interligadas: aulas, pesquisa e extensão (atividades voltadas para a comunidade).
A avaliação faz parte do projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional nesta semana, que prevê gratificações aos professores das universidades federais. A aprovação fez com que os professores de algumas das universidades federais suspendessem a greve, iniciada em 31 de março. Um dos critérios para a concessão das gratificações será a atividade dos docentes em sala de aula. Eles terão de ser definidos por uma comissão em 90 dias.
A discussão em torno da avaliação está dividindo os docentes. Enquanto Renato de Oliveira, o presidente recém-empossado da Andes (sindicato dos professores), defende a abertura da discussão sobre a avaliação, o comando de greve se recusa a discutir a questão nos termos do projeto aprovado.


