Na semana passada a reportagem da Folha mostrou o problema vivido pela auxiliar de odontologia Marilza Aparecida da Silva, 34 anos. Ela espetou o dedo mínimo da mão em uma agulha de anestesia no último dia 3, após atender uma criança no Centro de Atendimento Integral à Criança (Caic) da Zona Sul de Londrina. Acabou internada na Santa Casa para ter o dedo amputado.
''Entre médicos, enfermeiros, auxiliares, não há um que nunca tenha se
furado. Acontece todos os dias'', afirmou Marilza. ''Eu estava usando proteção e apenas esbarrei o dedo na agulha. Nem sangrou. Tirei as luvas, passei álcool e nem dei muita importância, não fui atrás de exames.''
No dia seguinte, a auxiliar sentiu dores na mão direita e febre. Ela lembra que todo o braço começou a inchar, a unha do dedo lesionado foi escurecendo. Exames infectológicos e vasculares confirmaram o parecer da equipe médica: não havia outra saída senão amputar o dedo.
O infectologista Edson Anzai explicou que a paciente sofreu celulite necrotizante, um quadro infeccioso provocado por uma bactéria que causa necrose no local atingido. ''A amputação foi inevitável porque a infecção atingiu uma extremidade. Se fosse no meio da coxa, por exemplo, seria mais fácil tratar'', explicou.

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